R$ 6,3 bi de lucro no semestre: BB segue forte
Banco do Brasil tem lucro de R$ 3,2 bilhões no 2º trimestre. Cifra é 22,3% maior que a registrada um ano antes, de R$ 2,649 bilhões
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/08/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Banco do Brasil, que encerra nesta quinta-feira a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,240 bilhões no segundo trimestre, cifra 22,3% maior que a registrada um ano antes, de R$ 2,649 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 3,026 bilhões, teve elevação de 7,1%.
No primeiro semestre, o resultado do Banco do Brasil foi a R$ 6,3 bilhões, valor que representa crescimento de 21,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 5,164 bilhões. O desempenho do banco público teve como motores, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, o aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito.
A carteira de crédito ampliada do BB encerrou junho em R$ 685,462 bilhões, expansão de 1,5% ante o saldo ao fim de março, de R$ 675,645 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos estavam em R$ 696,121 bilhões, foi visto declínio de 1,5%. No segmento de pessoa física, o BB apresentou incremento de 2,2% tanto no segundo trimestre ante o primeiro como em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% e teve leve alta de 0,1%, nesta ordem.
O Banco do Brasil somou R$ 1,450 trilhão em ativos totais ao final de junho, montante 0,3% maior em um ano, quando somou R$ 1,446 trilhão. Ante os três meses anteriores, foi vista alta de 1,9%.
Já o seu patrimônio líquido totalizou R$ 102,638 bilhões no segundo trimestre, com expansão de 13,1% em 12 meses, quando estava em R$ 90,783 bilhões. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores cresceu 1,4%.
O retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) no quesito mercado do BB foi a 13,8% ao fim de junho, melhora de 1 ponto porcentual em um ano, quando estava em 12,8%. Em relação a março, quando estava em 13,2%, foi identificada alta de 0,6 p.p. No critério acionista, o retorno do BB foi a 15,1% no segundo trimestre ante 14,4% no primeiro e 14,1% em um ano.
O lucro líquido do BB, considerando eventos extraordinários, totalizou R$ 3,135 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 19,7% ante um ano, de R$ 2,619 bilhões. No comparativo trimestral, de R$ 2,749 bilhões, cresceu 14,0%. A diferença entre o lucro ajustado e o resultado com eventos não recorrentes no segundo trimestre, conforme o banco, se deu por conta de R$ 503 milhões com provisão extraordinária com demandas contingentes e, do lado positivo, efeitos fiscais de R$ 159 milhões, permuta imobiliária de R$ 162 milhões, dentre outros.
BANCO DO BRASIL DEMONSTRA:
O Banco do Brasil informou nesta quinta-feira (9) resultado de R$ 6,3 bilhões, no primeiro semestre de 2018, valor que representa crescimento de 21,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi influenciado pelo aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito.
O lucro líquido ajustado no segundo trimestre foi de R$ 3,2 bilhões, montante 7,1% superior na comparação com o primeiro trimestre de 2018 e de 22,3% em relação ao segundo trimestre de 2017. O BB reportou ainda aumento do retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) para 13,3% no primeiro semestre do ano, o que reforça o compromisso com a melhoria da rentabilidade.
No primeiro semestre de 2018, houve crescimento das rendas de tarifas influenciadas principalmente pela linha de conta corrente, com aumento de 7,2% no período. Destaque para aumento das receitas com pacote de serviços, resultado da estratégia digital em curso no BB. As tarifas relacionadas à administração de fundos representaram aumento de 13,2% nos primeiros seis meses do ano.
MELHORA DA QUALIDADE DO CRÉDITO
A carteira de crédito ampliada manteve desempenho positivo ao final de junho, com crescimento de 1,5% em relação a março de 2018.
Já a carteira agronegócios ampliada registrou alta de 2,1% na comparação com março passado. Na comparação com junho do ano passado, a alta ficou em 0,2%. O crédito rural do BB cresceu 5,1% em relação ao trimestre anterior.
A carteira de crédito da pessoa física orgânica cresceu de 2,2% em relação a março/18 e 4,1% na comparação com junho/17, com destaque para as linhas de crédito imobiliário, com crescimento de 8,8% e o CDC Consignado, alta de 7,4% no período. A carteira de crédito da pessoa jurídica manteve estabilidade em relação ao trimestre anterior.
O índice de inadimplência (Inad+90) continua em queda pelo quarto trimestre consecutivo, atingindo 3,34% no segundo trimestre de 2018.
Refletindo a melhora da qualidade da carteira, a despesa de provisão líquida de recuperação caiu 32% em relação ao segundo trimestre de 2017 e 15,6% em relação ao primeiro trimestre de 2018.
CONSÓRCIOS: VENDAS ATINGEM PATAMAR HISTÓRICO
Único banco no país a oferecer a opção de comercialização de consórcios via App, o BB atingiu patamar histórico com a venda de mais de R$ 5 bilhões durante o primeiro semestre de 2018. O volume representa 59% de todo o montante negociado pela modalidade durante todo o ano passado – com crescimento de 27% sobre o mesmo período de 2017.
Entre os produtos preferidos dos consorciados, estão as cotas para a aquisição de automóveis. Os grupos para veículos responderam por R$ 3,1 bilhões de todo o volume faturado no período. Os imóveis aparecem em 2º lugar, com R$ 941 milhões, seguidos pelo segmento de motocicletas (R$ 761 milhões).
ESTRATÉGIA DIGITAL
O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre de 2018 com presença em 99,7% dos municípios brasileiros. Com a evolução da estratégia digital, o BB atingiu 648 agências digitais e especializadas em funcionamento ao final de junho. Já as transações via internet e telefone celular atingiram 77% das transações do BB no segundo trimestre deste ano.
ÍNDICE DE EFICIÊNCIA
As despesas administrativas cresceram 1,2% no primeiro semestre de 2018, sob rígido controle. O índice de eficiência acumulado em 12 meses ficou estável em 38,9%.