Queimaduras por Água-Viva: saiba como se proteger e tratar corretamente
Queimaduras por Águas-Vivas atingem 41 mil casos no litoral brasileiro
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 17/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Com o início da Operação Verão, o litoral brasileiro tem enfrentado um aumento alarmante nas ocorrências de queimaduras provocadas por águas-vivas e mães-d’água. Desde a ativação da operação, os registros do Corpo de Bombeiros já ultrapassam 41 mil casos, resultando em uma média diária de aproximadamente mil atendimentos. Essas lesões não apenas causam dor intensa e vermelhidão, mas também podem desencadear reações alérgicas severas, tornando vital que os banhistas estejam cientes dos procedimentos corretos para tratar essas situações.
O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção Rio Grande do Sul (SBD-RS), Juliano Peruzzo, ressalta a importância de seguir as orientações apropriadas ao lidar com queimaduras causadas por essas criaturas marinhas. “É crucial retirar a vítima da água com cuidado e proceder com a lavagem da área afetada utilizando água do mar ou vinagre. Essas medidas iniciais são fundamentais para neutralizar o veneno e prevenir a agravação da lesão”, afirma Peruzzo.
A inflamação causada pelas toxinas liberadas durante o contato pode resultar em sintomas como dor, ardência intensa e, em casos mais críticos, formação de bolhas e marcas na pele. Além disso, se houver sinais como dificuldade respiratória, tontura ou febre, a busca por assistência médica deve ser imediata.
Protocolos a Seguir em Caso de Queimadura por Água-Viva
- Remover a pessoa da água: Isso previne novas queimaduras e garante a segurança do acidentado.
- Lavar a área afetada: Utilize água do mar ou vinagre para eliminar restos dos tentáculos e neutralizar o veneno.
- Remover tentáculos: Use uma pinça ou outro objeto não cortante para evitar o contato direto com as mãos.
- Aquecer a área com compressas quentes: O calor ajuda a desativar as toxinas presentes na pele.
É importante destacar que algumas ações podem piorar a situação. Esfregar a área atingida com toalhas ou areia, bem como aplicar substâncias como álcool, urina ou amônia, deve ser evitado, pois podem intensificar a dor e complicar ainda mais a lesão.
Após os primeiros socorros, é essencial manter a região limpa e evitar exposição ao sol. A aplicação de hidratantes calmantes à base de aloe vera pode ajudar no processo de recuperação. Além disso, coçar a área lesionada deve ser evitado para prevenir infecções secundárias.
Para quaisquer dúvidas ou se houver suspeita de complicações maiores, é recomendável consultar um dermatologista qualificado. Informações sobre profissionais habilitados podem ser acessadas através do site da SBD-RS: www.sbdrs.org.br.