Putin rejeita negociação de paz e quer ampliar ofensiva na Ucrânia 

Putin estaria rejeitando negociações de paz e preparando novos movimentos militares, segundo relatos ligados ao Kremlin e à inteligência ucraniana

Crédito: Reprodução/Instagram

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, estaria disposto a ampliar a ofensiva na Ucrânia, contrariando avaliações de Donald Trump de que o líder russo buscaria encerrar a guerra. Segundo fontes próximas ao Kremlin, ouvidas pela Reuters e citadas pela DW, os recentes ataques ucranianos contra refinarias e portos russos reforçaram a determinação de Moscou em manter a pressão militar.

Putin rejeita apelos por negociação

De acordo com os relatos, Putin não estaria inclinado a aceitar negociações de paz neste momento. A leitura dentro do governo russo seria de que a guerra ainda pode render ganhos territoriais e estratégicos para Moscou.

Autoridades ucranianas afirmam que relatórios recentes de inteligência indicam preparação para novos passos na guerra, incluindo operações militares adicionais na Ucrânia ou até ameaças mais amplas contra outro país europeu.

Guerra segue sem perspectiva de trégua

A ofensiva russa ocorre em meio ao prolongamento do conflito iniciado em fevereiro de 2022. Desde então, a guerra provocou sanções internacionais contra a Rússia, deslocamento de milhões de ucranianos e aumento das tensões entre Moscou e países ocidentais.

Pressão militar preocupa Europa

A possibilidade de Putin ampliar a ofensiva aumenta a preocupação de governos europeus, especialmente diante da hipótese de novas ações fora do território ucraniano. Para Kiev, os sinais vindos de Moscou apontam mais para escalada do que para abertura diplomática.

Enquanto Trump tenta sustentar a ideia de que poderia negociar o fim da guerra, os movimentos atribuídos a Putin indicam um cenário mais complexo, com o Kremlin apostando na continuidade do conflito como instrumento de pressão política e militar.

  • Publicado: 09/07/2026 14:56
  • Alterado: 09/07/2026 14:56
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: DW/Reuters