Putin e Zelenski aceitam negociar paz na Turquia após três anos de conflito
Encontro poderá ocorrer em Istambul nesta quinta-feira (15), com expectativa de cessar-fogo imediato
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 11/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
Em um gesto inédito desde o início da guerra em fevereiro de 2022, os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Volodimir Zelenski (Ucrânia) sinalizaram abertura para uma negociação de paz.
O encontro foi proposto por Putin e aceito por Zelenski neste domingo (11), com possibilidade de ocorrer em Istambul, na Turquia, já na próxima quinta-feira (15).
“Propusemos às autoridades de Kiev que retomem as conversas na quinta, em Istambul”, declarou Putin em pronunciamento veiculado pela televisão estatal russa.
A proposta prevê discussões sem pré-condições, embora o Kremlin tenha oferecido poucas concessões até o momento.
Pressão internacional e pedidos por cessar-fogo
A iniciativa russa ocorre sob crescente pressão internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou a possibilidade de diálogo, mas também expressou ceticismo em relação à disposição ucraniana.
Zelenski, por sua vez, condicionou sua presença à confirmação de um cessar-fogo duradouro por parte da Rússia: “Esperamos que a Rússia confirme um cessar-fogo total e confiável a partir de amanhã, 12 de maio”, afirmou.
Líderes europeus, incluindo Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha), Donald Tusk (Polônia) e Keir Starmer (Reino Unido), reforçaram a exigência de uma trégua incondicional de 30 dias, alertando sobre possíveis novas sanções à Rússia caso os ataques continuem.
Acusações mútuas e novos ataques
Apesar do aceno diplomático, a tensão no campo de batalha persiste. O governo russo acusou a Ucrânia de violar uma trégua recente com mais de 14 mil incidentes, incluindo ataques com drones e tentativas de invasão na fronteira sul.
Já Kiev alega centenas de violações russas na linha de frente.
No mesmo dia da proposta de negociação, a Rússia realizou novos ataques com drones contra a capital ucraniana e outras regiões, deixando ao menos um ferido e danificando residências, conforme autoridades locais.
A continuidade dos confrontos coloca em dúvida a viabilidade de um acordo imediato.