PT critica "jogadas da Faria Lima" e pede renovação da comunicação de Lula
Foco em taxa de desemprego recorde, dólar em alta e políticas econômicas em xeque.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 07/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
No último sábado (7), o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou, por uma estreita margem de 42 a 38 votos, uma resolução que critica as “artimanhas da Faria Lima” e exige uma reformulação na comunicação do governo Lula. Este texto, elaborado pela corrente majoritária CNB (Construindo um Novo Brasil), ainda pode ser emendado por sugestões de outras correntes internas do partido.
O documento destaca os sucessos econômicos e sociais do governo Lula, como a menor taxa de desemprego histórica de 6,2% e a redução da pobreza. No entanto, o partido alega que o mercado e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, estão tentando minar essas conquistas. A resolução menciona a recente alta do dólar como uma manobra política para enfraquecer o governo após o anúncio de medidas fiscais que incluem a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais.
Além disso, o PT se posiciona a favor de iniciativas como a tarifa zero no transporte público e o assentamento de 60 mil famílias do MST. O partido também defende a regulamentação das apostas online e se opõe à anistia dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Há também um chamado para alterar o artigo 142 da Constituição, eliminando interpretações que conferem às Forças Armadas um papel moderador.
A comunicação governamental foi outro ponto crítico abordado. O PT acredita que o governo precisa ajustar sua estratégia comunicativa para aumentar a popularidade de Lula. Recomenda-se o uso frequente de transmissões em cadeia nacional para melhorar essa comunicação.
Por fim, apesar das críticas ao modelo de emendas parlamentares e sua falta de transparência, o documento reconhece a necessidade de ajustes para evitar que este sistema continue desafiando o presidencialismo vigente no Brasil.