Psicometria vira estratégia de agências de marketing político

As compras pela internet, os vídeos assistidos, as postagens em redes sociais deixam um ‘rastro digital’ que é usado por empresas de marketing político para traçar o perfil do eleitor

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Robôs já varrem a internet com um software de inteligência artificial capaz de ler as redes sociais e para mapear o perfil dos eleitores. O método, conhecido como psicometria, deve ter papel importante nas eleições.

A prática é uma estratégia antiga dos marqueteiros, mas foi potencializada pela quantidade de informação postada na internet pelos eleitores. O objetivo final é entender os anseios do eleitor e adaptar o discurso dos candidatos com o objetivo de conseguir votos – ou eliminar alguns dos concorrentes.

Três agências no Brasil apostam no casamento entre a tecnologia de dados e a ciência da psicometria (mensuração de variáveis psicológicas) como sendo uma das principais armas do marketing político nas próximas eleições. Por trás da enxurrada de dados hoje disponíveis estaria a chave para entender os corações e mentes de quem vai escolher o próximo presidente – ou de como criar armas e ataques para derrubar um determinado candidato.

Esse tipo de análise é diferente dos modelos clássicos adotados até então, como a análise do perfil demográfico, que divide os indivíduos por classe social ou grau de instrução, ou o acompanhamento de grupos temáticos que ajudam a analisar o perfil ideológico.

Trata-se de saber do que as pessoas têm medo, o que as inspiram e, principalmente, descobrir qual é a melhor mensagem que o candidato tem de passar – estratégia usada pelo então candidato presidencial Donald Trump em 2016. É possível não apenas criar perfis psicológicos a partir de seus dados, mas também usá-los para a busca de perfis específicos como grupos de pessoas introvertidas, raivosas ou jovens ambientalistas, ou talvez todos os eleitores da esquerda indecisos?

“É uma revolução muito grande”, disse o PhD em psicologia social e sócio da Psychodata, Bartholomeu Tôrres Tróccoli. “O resultado desses grupos era um levantamento caro, generalista e pouco confiável da realidade do eleitor”, completou.

A psicometria foi largamente utilizada na campanha de Trump. O seu uso foi questionado por especialistas que acusaram de manipulação e fez com que empresas de redes sociais mudassem o acesso e os métodos de distribuição de mensagens políticas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 05/03/2018
  • Fonte: MIS Experience