PSD oficializa Ronaldo Caiado como candidato à Presidência

Convenção nacional do PSD oficializou Ronaldo Caiado na disputa pela Presidência da República, com Gilberto Kassab confirmado como candidato a vice.

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O PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República neste domingo (26), durante convenção realizada na sede do partido em São Paulo. A legenda definiu o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como candidato a vice em uma chapa sem coligações externas para o pleito de 2026.

Durante o evento, o ex-governador de Goiás defendeu a construção de uma alternativa eleitoral e citou o índice de 88% de aprovação registrado ao fim de sua gestão estadual. “Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira. O que o Brasil precisa é de alguém que tenha coragem de comprar a briga pelo cidadão”, declarou o candidato no discurso de homologação.

Desafios políticos e alianças estaduais de Caiado

Embora a chapa puro-sangue tenha sido confirmada, o partido enfrenta fragmentação interna em estados estratégicos. Lideranças da legenda em colégios eleitorais decisivos, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, mantêm acordos locais com outros concorrentes, situação que pode limitar a presença de palanques exclusivos para a campanha nacional.

A trajetória política do médico e produtor rural de 76 anos acumula passagens pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e pelo Governo de Goiás, cargo para o qual se reelegeu em primeiro turno. Esta será a segunda disputa de Caiado ao Palácio do Planalto, após a participação no pleito de 1989, quando obteve 0,72% dos votos válidos.

Trajetória partidária e propostas econômicas

A filiação ao PSD ocorreu em janeiro de 2026, após a saída do União Brasil motivada por divergências com o projeto de federação da antiga legenda com o PP. Para consolidar a indicação, o ex-governador venceu a disputa interna contra o governante do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, renunciando ao mandato goiano em março para cumprir as exigências da legislação eleitoral.

As diretrizes do programa de governo priorizam a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e o corte imediato de 25% no orçamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O plano prevê ainda o envio de reformas administrativa, política e trabalhista ao Congresso Nacional, além da defesa de anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro.

Com o prazo final para registro fixado em 15 de agosto na Justiça Eleitoral, a equipe de Caiado planeja intensificar as viagens regionais antes do início oficial da propaganda no rádio e na televisão.

  • Publicado: 26/07/2026 14:46
  • Alterado: 26/07/2026 14:46
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria