Protocolo Não se Cale Vai à Escola: entenda como funciona

Governo paulista expande programa de proteção às mulheres para escolas públicas com capacitação de professores e palestras a alunos.

Protocolo Não se Cale Vai à Escola: entenda como funciona

Crédito: Divulgação

O Governo de São Paulo expandiu o Protocolo Não se Cale para a rede pública estadual de ensino. A iniciativa leva ações de informação, prevenção e acolhimento sobre violência contra mulheres e meninas diretamente para o ambiente escolar.

Desenvolvida pelas secretarias de Políticas para a Mulher, Educação e Segurança Pública, a medida reconhece a escola como espaço estratégico. O objetivo é atuar na sensibilização dos educadores e orientar os estudantes antes que situações de violência doméstica ou assédio se agravem.

Ações do Protocolo Não se Cale nas escolas paulistas

Delegadas de polícia visitarão instituições de ensino de 56 municípios de São Paulo para dialogar com jovens do Ensino Médio e profissionais da educação. O cronograma estadual prevê a realização de 168 ações presenciais em três unidades de cada cidade.

Os encontros abordarão temas como a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de agressão, os sinais de alerta e o funcionamento da rede de apoio. O Protocolo Não se Cale estrutura mecanismos para que as vítimas acessem os canais de denúncia de forma segura.

“A escola é um dos espaços mais importantes para a construção de uma cultura de respeito e não violência. Queremos dar aos jovens informação para que saibam reconhecer comportamentos abusivos”, afirmou a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

Formação EAD para profissionais da educação

A preparação de quem convive diariamente com os alunos é a outra frente da iniciativa. Um curso a distância exclusivo para servidores estará disponível na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Efape).

O treinamento ensina os educadores a identificar mudanças bruscas de comportamento e outros sinais físicos ou psicológicos de violência. Professores e gestores aprenderão os fluxos do Protocolo Não se Cale para realizar a escuta qualificada e encaminhar os casos à rede de proteção.

“Capacitar os profissionais da educação para identificar os sinais e agir rápido significa interromper o ciclo da violência precocemente”, pontuou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Origem e expansão do programa em São Paulo

A política pública surgiu em 2023 para preparar funcionários de bares, restaurantes e casas de show paulistas no atendimento às mulheres em situação de risco. Desde o lançamento da plataforma de cursos, mais de 100 mil pessoas concluíram a capacitação.

A formação ensina os trabalhadores a identificar o gesto internacional de pedido de socorro, o #SignalForHelp. Na prática, funciona como um botão de emergência silencioso, onde a equipe retira a vítima do alcance do agressor e aciona as autoridades competentes.

A ampliação integra o movimento São Paulo Por Todas, focado em dar visibilidade e fortalecer as políticas de proteção feminina no estado. Com a chegada do Protocolo Não se Cale às escolas, o poder público cria uma rede de acolhimento ativa e preventiva para crianças e adolescentes.

  • Publicado: 22/08/2026 17:07
  • Alterado: 22/08/2026 17:07
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP