Protesto da Geração Z no México termina com 120 feridos
Mobilização contra políticas de Sheinbaum escala para violência na capital; 100 policiais estão entre as vítimas.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Um grande protesto da Geração Z na Cidade do México, convocado pelas redes sociais, terminou em caos e violência no último sábado. A manifestação contra as políticas de segurança da presidente Claudia Sheinbaum escalou, resultando em 120 feridos, a maioria policiais, e dezenas de detenções. O evento destaca a crescente insatisfação dos jovens com a violência no país.
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De marcha pacífica a confronto violento
Milhares de jovens com menos de 28 anos reuniram-se pacificamente no início. Segundo Pablo Vázquez, secretário de Segurança da capital, a tranquilidade dominou as primeiras horas. “Durante muitas horas, esta mobilização ocorreu e se desenvolveu de forma pacífica”, afirmou Vázquez.
Contudo, a situação mudou drasticamente quando indivíduos encapuzados infiltraram-se no protesto da Geração Z e iniciaram atos agressivos.
O balanço oficial é alarmante: 100 policiais e 20 manifestantes sofreram ferimentos. Dentre os agentes, 40 precisaram de hospitalização devido a contusões e cortes. Além disso, 20 pessoas foram detidas por crimes como roubo e lesões. As autoridades também investigam uma suposta agressão policial a um jornalista do jornal La Jornada durante o tumulto.
Símbolos e motivações da “Geração Z”
A simbologia foi um ponto forte da mobilização. Muitos usavam chapéus similares ao de Carlos Manzo, prefeito de Uruapan assassinado em 1º de novembro, conhecido por seu combate pessoal ao crime organizado.
Bandeiras piratas do mangá japonês One Piece (símbolo global de resistência juvenil) também foram vistas no protesto da Geração Z.

Apesar da homenagem, a viúva de Manzo, Grécia Quiroz, que assumiu a prefeitura de Uruapan, declarou na sexta-feira que o “Movimento do Chapéu”, fundado por ele, não tinha relação com a marcha.
A presidente Sheinbaum questionou a natureza do protesto da Geração Z, sugerindo motivações externas: “É um impulso promovido até mesmo do exterior contra o governo.” Os manifestantes, por sua vez, exibiam cartazes com frases como “Todos somos Carlos Manzo“.
Tensão máxima no Palácio Nacional
O protesto da Geração Z teve seu clímax em frente ao Palácio Nacional, residência presidencial na praça Zócalo. Manifestantes derrubaram partes das grades metálicas que cercavam o edifício.
A resposta policial incluiu o uso de extintores e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que tentava forçar as barreiras. Objetos foram arremessados de ambos os lados.
Raúl Cortés, um funcionário de 52 anos presente, descreveu o cenário atípico: “É a primeira marcha a que venho em que as pessoas civis se colocam a favor da porrada (a violência)”.
Embora Sheinbaum mantenha mais de 70% de aprovação em seu primeiro ano, suas políticas de segurança são criticadas. O assassinato de Manzo e o de Bernardo Bravo, um líder agrícola morto após denunciar extorsões, foram estopins para este protesto da Geração Z.