Proteção de marca ganha urgência com a alta nas vendas de fim de ano

As vendas de fim de ano ampliam oportunidades, mas também elevam riscos de uso indevido de marca, exigindo atenção redobrada à proteção

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O final de ano é, tradicionalmente, o momento mais aquecido para o comércio, exigindo das empresas atenção redobrada à proteção de marca. A combinação entre Natal, Ano-Novo, férias e bonificações cria um cenário perfeito para impulsionar vendas, atrair novos clientes e fortalecer a presença das empresas no mercado. Porém, junto com as oportunidades, surgem também riscos importantes — especialmente relacionados ao uso indevido de marca, concorrência desleal e violação de direitos de propriedade intelectual. Por isso, além de investir em estoque, marketing e atendimento, é fundamental que as empresas redobrem a atenção com a proteção de marca durante esse período tão estratégico.

O aumento das vendas… e dos riscos

Com o crescimento exponencial do consumo nos últimos meses do ano, aumenta também o volume de empresas em destaque nos ambientes físico e digital. Essa exposição, embora positiva para os negócios, desperta o interesse de terceiros mal-intencionados que buscam se aproveitar da reputação construída por marcas já consolidadas.

A pirataria, a criação de perfis falsos, o uso de nomes semelhantes e até a reprodução indevida de identidade visual são práticas que se intensificam nesse período. Além disso, muitas empresas iniciam campanhas promocionais ou lançam produtos especiais de fim de ano sem se atentar à necessidade de proteger previamente elementos como slogans sazonais, embalagens temáticas ou novos logotipos. Em um mercado competitivo, cada detalhe mal-protegido pode se transformar em um problema jurídico sério.

Branding estratégico em tempos de alta demanda

As marcas que desejam aproveitar o período de aquecimento do mercado precisam reforçar sua presença e consistência. Isso envolve mais do que promoções e campanhas atraentes: exige um alinhamento profundo entre identidade visual, linguagem, atendimento e experiência.

No final de ano, consumidores estão mais sensíveis às emoções, rotina acelerada e estímulos constantes. Por isso, marcas que se comunicam com clareza, empatia e propósito conquistam mais espaço. Ter uma narrativa forte, coerente e devidamente protegida é uma vantagem competitiva real.

Entretanto, toda essa estratégia deve caminhar lado a lado com a segurança jurídica e a necessária proteção de marca. Afinal, de nada adianta construir uma imagem marcante se ela não estiver registrada e resguardada contra usos indevidos.

A importância da proteção de marca em períodos competitivos

Proteção de Marca - Proteção de Dados
(Imagem: Freepik)

Registrar a marca no INPI é uma medida essencial em qualquer época, mas no fim do ano ela se torna ainda mais urgente. O registro garante exclusividade de uso em todo o território nacional dentro do segmento escolhido, permite agir legalmente contra infratores e estabelece a marca como um ativo valioso da empresa.

Durante eventos sazonais, como Natal e Ano-Novo, muitas empresas criam expressões e identidades específicas para campanhas. Poucas sabem que elementos temporários também podem — e, em muitos casos, devem — ser protegidos. Isso evita que concorrentes utilizem versões parecidas e confundam o consumidor justamente no momento de maior visibilidade.

Além disso, marcas fortes costumam expandir sua atuação no final de ano, seja por meio de franquias, licenciamentos, parcerias ou novos pontos de venda. Todas essas movimentações dependem de segurança jurídica para ocorrer de forma saudável e sem riscos de impedimentos futuros.

O que sua empresa deve fazer agora

Para aproveitar o fim de ano com tranquilidade, algumas ações são fundamentais para a proteção de marca:

  1. Verificar se a marca principal está registrada ou com pedido em andamento.
  2. Analisar se há necessidade de proteger slogans, embalagens ou identidades específicas da campanha de fim de ano.
  3. Monitorar possíveis usos indevidos nas redes sociais, marketplaces e anúncios pagos.
  4. Padronizar a identidade visual para evitar interpretações equivocadas.
  5. Evitar o uso de marcas de terceiros, mesmo que de forma aparentemente inofensiva, em campanhas publicitárias.

O último trimestre do ano representa uma grande oportunidade de crescimento, fidelização e ampliação de mercado. No entanto, nenhum desses movimentos se sustenta sem uma marca sólida, protegida e coerente. Cuidar da identidade e garantir sua exclusividade é, antes de tudo, uma estratégia inteligente para fechar o ano com força e começar o próximo ainda mais preparado.

Luisa Caldas

Luisa Caldas
(Divulgação/ABCdoABC)

Especialista em propriedade intelectual e agente de transformação na valorização do conhecimento. Atualmente, é colunista da editoria Valor Intelectual no portal ABCdoABC. Atua como empresária e palestrante, com 26 anos de experiência na área. É pós-graduada em Propriedade Intelectual pela OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual). Responsável por mais de 10 mil marcas registradas e mais de 2 mil patentes no Brasil e no exterior. Sócia da Uniellas Marcas e Patentes e presidente do Instituto de Tecnologia e Inovação do Grande ABC.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 03/12/2025
  • Fonte: FERVER