Proposta de Alexandre Padilha para solução da crise hídrica
Iniciativa prevê realização de obras emergenciais e estruturantes, inovação em gestão de recursos hídricos, políticas para redução de perdas e campanhas permanentes de consumo consciente
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/08/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O candidato da coligação Para Mudar de Verdade (PT-PCdoB-PR), Alexandre Padilha, apresentou nesta sexta-feira, o programa “Água Dia e Noite”, em que detalha suas propostas para o enfrentamento da crise de abastecimento de água que vive o Estado de São Paulo. Entre outras ações, o programa prevê obras emergenciais e estruturantes, inovação em gestão dos recursos hídricos, políticas para redução de perdas e campanhas permanentes de consumo consciente, além da manutenção do bônus por consumo reduzido.
Durante a apresentação, Padilha criticou a falta de transparência da gestão tucana diante do tema, que deixou de realizar obras para aumentar a capacidade de captação, reserva e a oferta de água, principalmente para as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas. “Com o programa Água Dia e Noite, apresentamos obras e serviços para garantir o abastecimento duradouro de água. São soluções articuladas para enfrentarmos todas as questões do tema”, comentou Padilha. “Estamos a cinco dias de completar dez anos da outorga do Sistema Cantareira e um plano de contingência nunca foi apresentado pelo atual Governador. O PSDB fala muito em cumprir contratos, mas eles rasgaram um contrato com a população paulista ao não fazer o que tinha que ser feito.”
Obras emergenciais como a ampliação do volume da represa Taiaçupeba, no Sistema Alto Tietê, que beneficiará 3 milhões de moradores da Zona Leste de São Paulo, e a transposição do Rio Pequeno para o Rio Grande, no sistema Billings-Guarapiranga, que beneficiaria o ABCD, foram apresentadas por Padilha. Também foram mostradas as obras estruturantes para o sistema de abastecimento de água, incluindo a implantação do Sistema São Lourenço e intervenções para a bacia do Piracicaba/Capivari/Jundiaí (PCJ).
A política de bônus para quem reduzir o consumo também está prevista no programa “Água Dia e Noite”. Outro ponto a ser atacado é a redução de perdas de água no sistema de distribuição. Padilha afirmou que vai, pelo menos, dobrar os investimentos nessa área. Também foi destacado o esforço de municípios como Campinas e Guarulhos, que aumentaram os índices de tratamento de esgoto, chegando, hoje, a 80% e 50%, respectivamente. “O Governo do Estado precisa fazer sua parte a acelerar as obras de coleta e tratamento de esgoto”, comentou o candidato.
O Pagamento por Serviços Ambientais e a remuneração para municípios produtores de água também foram destacados pelo programa apresentado por Padilha, junto com o estímulo às empresas que adotarem a água de reuso em seus processos de produção e também a captação de água da chuva.
CONJUNTO DE OBRAS E SERVIÇOS PARA GARANTIR O ABASTECIMENTO DURADOURO DE ÁGUA:
OBRAS EMERGENCIAIS
REPRESA DE TAIAÇUPEBA
Enchimento total da represa de Taiaçupeba, que hoje opera com cerca de um terço de seu volume útil, necessários para ampliação da disponibilidade hídrica do Sistema Alto Tietê em 3,4m3/s, para início de operação em 2016.
Sabesp poderia ter feito a obra desde 2011. Se estivesse pronta, volume que seria armazenado desde então daria garantia para o abastecimento de 3 milhões de pessoas da Região Leste de São Paulo durante um ano.
Custo estimado em 2011: R$ 35 milhões.
TRANSPOSIÇÃO DE BRAÇO DO RIO PEQUENO PARA O BRAÇO DO RIO GRANDE
Executar as obras para transposição de até 3,5 m³/s do Rio Pequeno para o braço do Rio Grande (ambos da Represa Billings), para ampliação da capacidade de tratamento e de abastecimento na região do ABCD, para início de operação em 2016.
Custo estimado em dezembro de 2012: R$ 45,96 milhões.
LIGAÇÃO DO RIO GRANDE COM A REPRESA TAIAÇUPEBA
No final de 2013, quando os indicadores se mostraram semelhantes aos da seca de 1953, o governo poderia ter iniciado a construção de um sistema de bombeamento e da adutora para ligar o Rio Grande, na Billings, com a represa de Taiaçupeba. Essa solução teria um custo bem menor do que tirar água do Paraíba do Sul. E não colocaria em risco a ampliação de investimentos e empregos no Vale do Paraíba.
OBRAS ESTRUTURANTES
BARRAGENS DE PEDREIRA E DUAS PONTES
Construir as barragens e encher os reservatórios de Pedreira e Duas Pontes, na Bacia do Piracicaba/Capivari/Jundiaí (PCJ), para início de operação em 2018.
Custo estimado: R$ 136,44 milhões (dez/2012).
BARRAGENS DE PIRAÍ E CAMPO LIMPO
Construir as barragens e encher os reservatórios Piraí e Campo Limpo, na Bacia do PCJ, para início de operação em 2018.
Custo estimado: R$ 50,46 milhões e R$ 235,89 milhões = R$ 286,35 milhões (dez/2012).
SISTEMA ADUTOR PCJ
Elaborar projeto e executar obras do Sistema Adutor PCJ (vazão de 7 m³/s regularizados nos reservatórios de Pedreira e Duas Pontes), para início de operação em 2018.
Custo estimado: R$ 500 milhões.
SISTEMA PRODUTOR SÃO LOURENÇO
Concluir o sistema produtor São Lourenço, para início de operação em 2018.
Custo estimado: R$ 2,21 bilhões.