Promotor do GAECO e a mulher são encontrados mortos no Rio
Casal foi vítima de projétil de arma de fogo, que foi encontrada no local; não há indícios de invasão ou assalto.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/01/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Os corpos do promotor que integrava o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MP, e da mulher, também servidora do órgão, estavam no interior de um apartamento na Rua Coronel Paulo Malta, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio.
De acordo com as primeiras informações do MP, o casal foi vítima de projétil de arma de fogo. A arma do crime foi encontrada no local, não havendo indícios de invasão ou assalto. “A Polícia Civil acredita que os fatos ocorreram na madrugada de domingo, 14, para segunda, 15, não sabendo determinar ainda as circunstâncias das mortes”, informou o MP.
A polícia técnica investiga várias hipóteses para o crime, embora as características encontradas no local apontem para homicídio, seguido de suicídio.
MILÍCIAS
O promotor atuava na área penal e apresentou denúncias contra integrantes da milícia (quadrilha de policiais que dominam territórios para combater crimes) conhecida como Liga da Justiça. O bando participou, em 2009, de uma chacina em Inhoaíba, na zona oeste. Ao justificar um pedido de prisão preventiva contra milicianos, o promotor citou a brutalidade adotada pelo grupo, com o intuito de vingança e de intimidação.
Em fevereiro de 2012, o promotor também ofereceu denúncia contra Mauro de Carvalho de Jesus, acusado de ter matado a golpes de machado sua mulher. O acusado também teria esquartejado o cadáver e ocultado os despojos, acondicionados em sacos de lixo, em um matagal na Estrada do Campinho, em Campo Grande, na zona oeste.