Projeto em SP cria cordão de amparo a pacientes com Alzheimer
Projeto cria cordão de identificação para pessoas com Alzheimer em SP. Objetivo é garantir segurança e auxílio rápido nas desorientações
- Publicado: 12/06/2026 18:44
- Alterado: 12/06/2026 18:44
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Rafa Zimbaldi
O deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o Projeto de Lei 394/2026. A proposta institui o Cordão de Identificação da Pessoa com Alzheimer, visando ampliar a proteção e facilitar o reconhecimento de cidadãos que enfrentam a doença no estado.
A iniciativa estabelece que a confecção e a distribuição do cordão sejam responsabilidades do Governo de São Paulo. O acessório conterá dados essenciais do paciente, como condição geral de saúde, nome e os contatos de familiares ou responsáveis.
Dados globais e o impacto da demência
O avanço de doenças neurodegenerativas fundamenta a urgência de políticas públicas focadas nesse público. Segundo um estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), os casos de demência devem crescer significativamente nas próximas décadas.
- Cenário Global: A projeção indica um salto para 153 milhões de diagnósticos até o ano de 2050.
- Cenário Nacional: No Brasil, o número de ocorrências pode subir de 1,8 milhão para 5,6 milhões no mesmo período.
- Prevalência: O Alzheimer é a forma mais comum de deterioração mental e declínio cognitivo, respondendo por 60% a 80% do total desses casos.
Como funcionará a identificação visual
O novo cordão padroniza uma identificação que hoje ocorre de forma improvisada pelas famílias, que muitas vezes recorrem a pulseiras e crachás particulares. A política pública pretende atuar como um instrumento unificado, semelhante ao cordão de girassol, já reconhecido para deficiências ocultas.
“Na prática, este cordão será uma forma mais rápida de reconhecimento de quem tenha Alzheimer, principalmente em locais de grande circulação, como terminais de transporte público, centros comerciais, supermercados, eventos e unidades de saúde”, explica o deputado Rafa Zimbaldi.
Segurança em momentos de desorientação
Episódios de dificuldade de comunicação ou perda momentânea de referência espacial são comuns ao longo do desenvolvimento do Alzheimer. Com a adoção oficial do acessório, agentes públicos e cidadãos comuns poderão identificar a condição e prestar assistência imediata, acionando redes de emergência ou contatando a família do paciente com Alzheimer.
“Muitas famílias convivem diariamente com o medo de que um parente com Alzheimer se perca ou não consiga pedir ajuda. O cordão que estamos propondo, por meio de lei, reduz riscos e facilita reencontros. Trata-se de uma iniciativa de cuidado, de inclusão e de respeito”, afirma o parlamentar.
O PL 394/2026 seguirá para análise das Comissões Permanentes da Alesp. Após a emissão dos pareceres, o texto que beneficia cidadãos com Alzheimer será encaminhado para votação final no Plenário.