Projeto Pela Vida, Não à Violência, mobiliza educadores

Educadores andreenses participaram do 1º Encontro de Educadores e Defensoria Pública da Criança e do Adolescente de Santo André nesta terça-feira (17)

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Aproximadamente 40 profissionais participaram da iniciativa. Gestores de escolas, coordenadores pedagógicos, diretores de departamentos da educação infantil, ensino fundamental e de jovens e adultos discutiram temas como Estatuto da Criança e do Adolescente: do direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, medidas socioeducativas e políticas de atendimento.

 “Nós precisamos acabar com a dicotomia que existe entre o discurso e a prática e encarar nossos desafios”, explicou a defensora pública da Infância e da Juventude da cidade, Danielle Rinaldi Barbosa. Ela falou ainda sobre os preconceitos velados que ainda existem no ambiente escolar. “Sabemos, por exemplo, que um adolescente que vem do sistema prisional dificilmente permanecerá por muito tempo na escola”, completou a defensora.

Para a assistente social Sônia Almeida, representante municipal no projeto, que há 30 anos trabalha diretamente com educadores, os professores precisam saber o que fazer e a qual instituição recorrer em casos extremos. “Eles precisam saber quem deve ser acionado se achar um canivete na mochila de uma criança. Até hoje, por desconhecimento, a primeira instituição acionada é a Polícia Militar. Precisamos entender qual é a ‘prevenção pedagógica’ mais eficaz a adotar”, explicou.

PELA VIDA – Em 2013, a Prefeitura de Santo André retomou o projeto Pela Vida, Não á Violência, propondo uma série de ações voltadas à cultura de paz a serem implementadas nos equipamentos da Educação. A iniciativa foi desenvolvida no município entre os anos de 1997 e 1998. Para tornar o alcance mais efetivo, as atividades são realizadas nas unidades de ensino, convidando a população a participar de encontros com foco na prevenção da violência, dentro e fora das escolas.

Na ocasião do relançamento do projeto, o secretário de Educação, Gilmar Silvério, pediu o empenho das equipes para o sucesso do programa. “A retomada deste projeto está dentro das ações do governo em prol do combate à violência. Cada educador deve ser um multiplicador dentro e fora da sala de aula”, destacou o secretário.

O Pela Vida, Não à Violência mantém um plantão na Secretaria de Educação todas as segundas-feiras, até as 21h, e nos demais dias até as 17h. Entre alunos de Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental), Cesas (Centro Educacionais de Santo André) e EJA (Educação de Jovens e Adultos), o programa atende cerca de 33 mil pessoas.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 18/12/2013
  • Fonte: FERVER