Projeto IPH/USCS contribui há mais de 15 anos com estudos da Represa Billings
O reservatório abastece diversos municípios e é alvo de pesquisas da USCS, com foco na qualidade da água e políticas públicas de saneamento
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nesta quinta-feira, 27/3, o reservatório Billings completa 100 anos. Ele abastece os municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, além de fornecer água para bairros específicos de São Paulo, como Ipiranga e Pinheiros, e parte da cidade de Osasco. O reservatório é objeto de estudos há mais de 15 anos, conduzidos pelo Projeto Índice de Poluentes Hídricos (IPH) da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Entre os objetivos do projeto estão a contribuição com informações sobre a qualidade das águas e a proteção ambiental da região metropolitana de São Paulo.
O papel da USCS e a contribuição para políticas públicas
“As ações do IPH vão ao encontro dos objetivos da USCS, de levar informações que proporcionem a prevenção de doenças na população, além de dados às autoridades que possam subsidiar políticas públicas de saneamento ambiental, buscando a universalização do saneamento”, destaca Leandro Prearo, reitor da USCS. As atividades do projeto, coordenadas pela professora Marta Angela Marcondes, também têm promovido maior aproximação da USCS com as comunidades locais. “É um exemplo claro do papel da instituição junto à sociedade, oferecendo algo que tem impacto direto em suas vidas”, complementa o reitor.
O IPH/USCS, criado em 2008, iniciou sua pesquisa no reservatório Billings e, desde então, contribui com dados relevantes para a gestão do recurso hídrico e a preservação ambiental. O projeto também teve participação fundamental na elaboração da Lei Específica da Billings, promulgada em 2009. A professora Marta Angela Marcondes lembra que, ao longo dos anos, o projeto aprimorou os processos e incorporou novos equipamentos de pesquisa. “Nossos resultados são colocados em relatórios disponibilizados à sociedade civil e ao poder público, que nortearam projetos e políticas públicas relacionadas ao saneamento”, explica Marta.
Análises detalhadas e parcerias locais
Atualmente, são analisados materiais de 50 pontos de coleta no reservatório Billings, com campanhas anuais de coleta de águas, tanto na superfície quanto no fundo da represa. Todos os pontos de coleta são georreferenciados. “Fizemos muitas parcerias com pescadores, líderes comunitários, grupos Guarani, ribeirinhos e líderes de moradias locais”, comenta Marta. O projeto também estuda outros corpos hídricos da região, incluindo os rios Pinheiros, Tietê, Tamanduateí, Ribeirão dos Meninos, entre outros.
Marta compartilha sua conexão pessoal com o reservatório Billings, lembrando que desde a infância, ao frequentar o Parque do Estoril, sempre foi fascinada pela energia da água. Atualmente, ela finaliza sua tese de doutorado, utilizando sequenciamento genético de nova geração para estudar a dinâmica bacteriana no reservatório Billings. “Espero que essa nossa história e a represa perdurem por muitos anos”, conclui Marta.