Projeto escolas mais inclusivas: CPB capacita professores para esportes paralímpicos em SP

O projeto Escolas Mais Inclusivas começou este ano com a seleção de 75 escolas pela Seduc-SP para uma fase piloto

Crédito: Divulgação/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realizou, nos dias 16, 23 e 24 de junho, uma capacitação voltada para 20 professores e 6 supervisores que atuarão em dez escolas selecionadas para o projeto Escolas Mais Inclusivas. Esta iniciativa, desenvolvida em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), visa promover um ensino mais acessível nas instituições da rede estadual.

A atuação do CPB neste projeto será focada na implementação de práticas esportivas paralímpicas nas escolas participantes. Ramon Pereira, diretor de Desenvolvimento Esportivo do CPB, destacou a relevância dessa parceria: “Essa iniciativa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo é muito importante e necessária. A realidade em muitas escolas é que, sem a formação adequada sobre planejamento inclusivo, os professores acabam não proporcionando atividades físicas para todos os alunos”.

A formação dos profissionais contemplou cursos online sobre esportes paralímpicos e sessões presenciais no Centro de Treinamento Paralímpico, localizado em São Paulo. Os temas abordados incluíram o funcionamento do CPB, os objetivos do projeto, as funções dos profissionais designados às escolas, a classificação esportiva paralímpica e questões relacionadas ao ambiente escolar.

Para concluir esta fase inicial da capacitação, foi realizado um módulo adicional focado em técnicas e ferramentas que podem ser utilizadas nas atividades diárias. Após a formação, os professores e supervisores retornaram às suas respectivas escolas para elaborar o calendário de julho e preparar o lançamento do projeto, que terá início em agosto.

O projeto Escolas Mais Inclusivas começou este ano com a seleção de 75 escolas pela Seduc-SP para uma fase piloto. Dessas, dez foram escolhidas para implementar práticas esportivas adaptadas a partir de agosto. As demais 65 unidades receberão as atividades a partir de outubro, também sob a coordenação do CPB.

A proposta do CPB se estrutura em três pilares principais: promover a prática regular de atividades esportivas supervisionadas; identificar e direcionar alunos com deficiência interessados em desenvolver habilidades além das atividades esportivas convencionais; e capacitar 20% dos docentes da rede estadual para lidarem com o esporte de maneira inclusiva.

Ramon Pereira ressaltou que a prioridade é oferecer atividades físicas de qualidade para esses alunos: “O CPB possui vasta experiência em projetos desse tipo e nosso objetivo inicial é proporcionar o prazer da prática esportiva para as crianças”.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 01/07/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA