Projeto Escola de Pais avança em São Caetano
Pais de São Caetano se mobilizam para participar da vida escolar dos filhos
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 14/05/2013
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
O projeto Escola de Pais, que busca estimular uma participação mais efetiva das famílias no processo educacional e no dia-a-dia das escolas de São Caetano do Sul, segue com suas atividades no município. Na noite desta segunda-feira (13/5), o secretário municipal de Educação, Daniel Belucci Contro, conversou com pais e educadores da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof.ª Eda Mantoanelli, no Bairro Santa Maria, e explicou o papel importantíssimo da família no desenvolvimento escolar dos filhos.
“A Secretaria de Educação de São Caetano está fazendo uma cruzada, escola por escola, para conversar com as famílias sobre o cenário deste nosso mundo competitivo. No futuro as nossas crianças deverão ter um nível de preparo, um nível de competência que nós nem imaginamos hoje, por isso devemos buscar a excelência no ensino”, destacou Daniel Contro. “Por este motivo nós estamos aumentando o nível de exigência na nossa rede municipal de ensino, para termos um ensino mais forte, com mais cobrança sobre educadores e alunos.”
Os pais que participaram em grande número do encontro ficaram atentos às novas diretrizes da Educação de São Caetano e refletiram sobre o seu papel na formação educacional dos filhos. “Diversos estudos mostram que as famílias, tanto quanto as escolas, têm um papel preponderante no desempenho escolar dos filhos. Os pais precisam cobrar, fiscalizar e estar sempre atentos à rotina escolar dos jovens. Nós, como famílias, precisamos evoluir muito para ajudarmos nossos filhos a alcançarem seu potencial máximo.”
Para o secretário municipal de Educação de São Caetano, as famílias brasileiras devem se espelhar no exemplo de pais orientais, que têm a cultura de cobrar e estimular a vida escolar dos filhos. “Um dado interessante mostra que apenas 2% das famílias paulistas têm ascendência oriental, mas 13% das vagas na USP são preenchidas por descendentes de orientais. Isso significa que os estudantes de ascendência oriental têm um desempenho 6,5 vezes melhor que as outras no vestibular mais disputado do País.”
Daniel Contro desmistificou a ideia de que os orientais têm desempenho escolar melhor por serem, simplesmente, mais inteligentes. “Nós temos o costume de confundir genética com cultura. Uma criança oriental não nasce mais organizada, perseverante, caprichosa, dedicada. Ela aprende a ser assim de acordo com as expectativas que o meio social exige dela.”
Ações – Entre as medidas práticas que serão adotadas em São Caetano está o aumento do volume das tarefas que as crianças terão de fazer em casa – a proposta da Secretaria de Educação é dobrar este volume, até que os estudantes cheguem a uma média de duas horas de estudo em casa diariamente. “Nós vamos aumentar o nível de exigência também das provas. Não adianta ter nota alta se a prova é fraca”, explicou o secretário municipal.
Aproveitando a participação expressiva dos pais na reunião da EMEF Prof.ª Eda Mantoanelli, Daniel Contro fez um apelo para que os pais privilegiam atividades culturais com os filhos. “A família tem de ser modelo moral para as crianças. É preciso que as casas tenham livros para os jovens lerem, é preciso que os pais invistam na formação cultural de seus filhos”. O projeto Escola de Pais, que tem como lema escola e família juntos pelo êxito dos filhos, seguirá com suas reuniões nas unidades escolares de São Caetano.