Programa Mãe Paulistana transforma a vida de gestantes em SP

Programa realizou mais de três milhões de consultas de pré-natal nos últimos quatro anos

Crédito: Fábio Arantes/Secom

O Programa Mãe Paulistana tem se destacado na assistência a mulheres grávidas em São Paulo, oferecendo uma bolsa que inclui um enxoval para os recém-nascidos. Desde o seu lançamento, em 2021, mais de 270 mil kits já foram distribuídos às participantes.

Entre 2021 e março deste ano, o programa atendeu aproximadamente 451.330 mulheres, disponibilizando mais de três milhões de consultas de pré-natal. Essa abordagem humanizada, respaldada por uma infraestrutura robusta, assegura segurança não apenas para as mães e seus bebês, mas também para suas famílias.

A inclusão das gestantes no Programa Mãe Paulistana ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Durante essa fase inicial, as participantes têm acesso a consultas de pré-natal, exames laboratoriais e ultrassonografias, além de testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Caso seja identificada uma gravidez de risco, cuidados especiais são oferecidos. O programa conta com a colaboração de 479 UBSs, 23 Ambulatórios de Especialidades (AEs), 16 maternidades e duas casas de parto.

Ligia Santos Mascarenhas, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher, enfatiza que a eficácia do programa se deve ao trabalho diligente das equipes das UBSs na busca ativa e inclusão das gestantes. “Através da atenção integral às futuras mães, conseguimos detectar precocemente possíveis complicações e riscos durante a gestação, promovendo um parto mais seguro e uma melhor assistência ao recém-nascido”, afirma.

Outro aspecto relevante do Programa Mãe Paulistana é a visita prévia às maternidades de referência, garantindo assim que as gestantes tenham um lugar assegurado para o parto. Após o nascimento do bebê, são agendadas consultas tanto para a mãe quanto para o recém-nascido.

Para garantir que os bebês tenham acesso à educação desde cedo, o programa também assegura vagas em creches da rede municipal para aqueles cujas mães iniciaram o pré-natal até o quarto mês de gestação. É fundamental que as gestantes registrem seus endereços no sistema Escola Online (EOL) com auxílio dos profissionais da UBS onde realizam seu pré-natal.

Nos últimos anos, observou-se uma prevalência significativa dos partos cesarianos na capital. Desde 2021, foram realizados cerca de 330.619 partos cirúrgicos, em contraste com 273.915 partos normais. Dentre estes, 37.969 foram gravidezes consideradas de risco. Para essas situações específicas, o programa oferece serviços especializados nos Ambulatórios de Alto Risco e um suporte contínuo através do aplicativo Mãe Paulistana Digital.

Os recém-nascidos atendidos nas maternidades municipais têm acesso ao teste do pezinho ampliado, capaz de identificar até 50 doenças metabólicas e genéticas precocemente. Em caso de necessidade, são realizados exames complementares e consultas com geneticistas pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Instituto Jô Clemente.

A triagem neonatal também inclui a Oximetria de Pulso ou teste do coraçãozinho, que permite diagnosticar cardiopatias congênitas críticas desde o nascimento. Essa detecção precoce é crucial para evitar complicações graves como choque ou parada cardíaca antes do tratamento adequado.

Adicionalmente, as maternidades realizam o Teste do Olhinho para detectar problemas visuais como catarata ou glaucoma congênito logo após o nascimento. O atendimento especializado é garantido para recém-nascidos com retinopatia da prematuridade (ROP), condição que pode levar à cegueira se não for tratada adequadamente.

Os recém-nascidos também passam pela Triagem Auditiva Universal nas maternidades municipais para identificar potenciais deficiências auditivas e programar intervenções necessárias em centros especializados. Outro exame importante realizado é o Teste da Linguinha, que avalia possíveis limitações nos movimentos da língua devido ao frênulo lingual curto.

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Real Parque tem se destacado no acompanhamento de gestantes pelo Programa Mãe Paulistana. Com foco na população indígena Pankararu e em áreas vulneráveis, a unidade atende atualmente 67 gestantes na faixa etária entre 25 e 29 anos.

Segundo Leonardo Monteiro Teixeira, gestor da UBS Real Parque, desde 2008 foram atendidas quase três mil gestantes no pré-natal. Ele ressalta que as famílias estão cada vez mais envolvidas nesse processo: “Os pais têm acompanhado suas parceiras não apenas durante a gravidez mas também após o parto”, comenta.

A equipe dedicada à saúde indígena realiza um trabalho respeitoso com as tradições culturais dos pacientes. Luciara de Araújo Barbosa, uma das atendidas pelo programa que mantém muitas práticas tradicionais em seu cotidiano urbano, destaca a importância desse respeito por parte dos profissionais envolvidos em sua assistência durante a gestação.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 12/05/2025
  • Fonte: Sorria!,