Programa de cirurgia robótica da Rede D’Or São Luiz chega ao ABC
Inovação possibilita ao paciente alternativas positivas para o tratamento com mais eficiência que os métodos tradicionais. As primeiras cirurgias foram realizadas na quarta-feira, 11
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 12/05/2016
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
O Hospital e Maternidade Brasil lança em Santo André o Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz, maior grupo de hospitais privados do país do qual faz parte, com a aquisição do primeiro robô do ABC, o Da Vinci S. As primeiras cirurgias usando a técnica, duas Prostatectomias, foram realizadas na quarta-feira, 11 de maio.
O sistema cirúrgico robótico faz parte dos projetos de medicina de ponta em cirurgias de alta complexidade, com investimento de cerca de R$ 15 milhões. O sistema cirúrgico de alta tecnologia possibilita a realização de cirurgias minimamente invasivas assistidas por robô para o tratamento de diversas patologias. O foco do hospital é atuar principalmente nas áreas de urologia e ginecologia, especialidades de referência da unidade, mas também em outras cirurgias como as de cirurgia do aparelho digestivo, geral, bariátrica e oncológica.
Essa inovação possibilita ao paciente alternativas positivas para o tratamento, com mais eficiência que nos métodos tradicionais, como cortes menores, menos dor e desconforto no pós-operatório, diminuição na perda de sangue durante a cirurgia, menor tempo de internação e ainda permite recuperação e retorno mais rápido às atividades do dia-a-dia.
A tecnologia do sistema oferece qualidade, segurança para o paciente e controle de todos os processos. “A aquisição do robô coloca o Hospital e Maternidade Brasil mais uma vez como vanguarda na medicina da região do ABC. Estamos mantendo nossa tradição em trazer o que há de mais moderno e tecnológico para os médicos e pacientes, dessa vez com a cirurgia robótica”, comenta Mauricio Uhle, diretor geral do Hospital e Maternidade Brasil.
Com visão de alta definição em 3D, braços mecânicos eliminam possibilidades de tremor, pois reproduzem com precisão os movimentos do cirurgião de uma maneira mais delicada, harmônica e muito estável. “O robô se mostra mais vantajoso por permitir ao cirurgião o controle da imagem, pois mostra o que ele quer ver no momento, sem depender de um terceiro indivíduo, que auxiliaria no movimento da câmera, como acontece em uma cirurgia comum de laparoscopia, por exemplo”, explica Dr. Victor Sergio Stockler Bruscagin, coordenador do programa de cirurgia robótica do Hospital e Maternidade Brasil.
A técnica já é amplamente disseminada no mundo e, em vários hospitais, ocupam quase 90% da preferência das equipes médicas para alguns tipos de procedimento, como a prostatectomia radical (retirada de toda a próstata e vesículas seminais por conta de um câncer) e a histerectomia (retirada do útero com ou sem as trompas e ovários).
Como funciona o sistema
O sistema cirúrgico robótico Da Vinci S é composto por três unidades: um console de comando com binoculares e “joysticks” para controle dos braços, local onde fica o cirurgião; uma torre de vídeo que une as informações do sistema; e o console do paciente, composto pelos quatro braços mecânicos com câmera e instrumentos cirúrgicos. Os instrumentos utilizam pequenas incisões para acessar a área a ser operada, assim como acontece na cirurgia laparoscópica pura. Embora seja conhecido como “robô”, este sistema não executa atividades com autonomia, ele reproduz os comandos, em tempo real, do cirurgião de uma maneira sutil.
PRIMEIRA CIRURGIA NO ABC
Nesta quarta-feira (11), o robô Da Vinci S auxiliou os médicos do Hospital e Maternidade Brasil na primeira cirurgia robótica da região. O procedimento, que aconteceu às 8h, foi a retirada completa da próstata de um paciente. Chamada de Prostatectomia, a cirurgia é indicada com intuito de tratar o paciente que tenha câncer de próstata localizado, ou seja, quando a doença está confinada na próstata e dentro dos limites da cápsula prostática. Mais de 70% dos pacientes tratados exclusivamente por essa técnica não sofrem mais com a doença, sendo apenas indicada para o tratamento de câncer de próstata e não recomendada como caráter profilático, ou seja, para prevenir seu aparecimento.