Professores do Sesi SP aprovam acordo com reajuste e avanços trabalhistas
Decisão foi tomada em assembleia após paralisação histórica e garante direitos até 2026, com estabilidade e hora-atividade ampliada
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 16/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Os professores do Sesi SP aprovaram na noite de ontem, 15/04, em assembleia, um acordo que garante ganho real de 0,83% nos salários. O índice ficará em 5,7%, pois serão 5,2% sobre os salários e 0,5% na hora-atividade, paga também mensalmente.
A proposta foi formalizada na tarde do mesmo 15, durante audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que reuniu a Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), representando os 26 sindicatos de professores do Estado, e representantes do Sesi.
Greve rompeu resistência patronal
Como forma de protesto, a categoria havia cruzado os braços nos dias 31 de março e 1º de abril contra a resistência patronal em melhorar o reajuste salarial e atender outras demandas que estavam na pauta de reivindicações.
“Parabéns aos professores pelo empenho durante toda esta campanha salarial. E foi, com a greve, que quebramos a resistência do Sesi na mesa de negociação”, avaliou Celso Napolitano, presidente da Fepesp e do SinproSP.
Na assembleia, a proposta foi aceita com aprovação de ampla maioria. Entre outros pontos, inclui: 5,2% de reajuste salarial; Hora-atividade (HA), que sai do atual 15% para 15,5%, abono de faltas aos grevistas e estabilidade no emprego a todos os professores (quem aderiu ou não à greve) até 15 de maio.
O acordo aprovado na assembleia tem efeitos retroativos a 1º de março, data-base da categoria. No Estado de São Paulo, atuam pelo menos 4 mil docentes nas escolas do Sesi.
Mobilização garantiu avanços até 2026
Greve histórica – A paralisação em 31/03 e 1/04 foi a primeira greve nas escolas do Sesi SP em 30 anos. Houve adesão parcial ou total dos professores das 26 bases da Fepesp no Estado. Assim que a greve foi confirmada, na noite de 27 de março, houve forte mobilização das direções das escolas do Sesi SP para tentar evitar a adesão à greve.
A mobilização, na negociação e na greve, garantiu a manutenção de várias cláusulas até 2026, do atual Acordo Coletivo de Trabalho. Napolitano reforçou a seriedade da “Carta de intenções” que foi assinada no TRT. “Nossa missão é esta: fazer cumprir tudo que está escrito. E nós temos esse compromisso com vocês e voltaremos para prestar contas,” declarou.