Professor da USCS traz dicas para equilibrar as finanças
Para transformar a realidade financeira, a educação financeira é fundamental, ajudando a equilibrar gastos, reduzir dívidas e realizar investimentos conscientes.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 25/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Aprender a gerenciar seu dinheiro, investir com sabedoria, construir uma riqueza duradoura e conquistar a independência financeira são objetivos que muitos almejam, mas poucos conseguem alcançar. No Brasil, de cada dez brasileiros, quase oito estão endividados (CNC, 2024). Mais de 45% da população não realiza um planejamento financeiro sistemático e 60% não sabe quanto paga de juros em seus financiamentos (SPC Brasil).
Apesar das oportunidades de investimento disponíveis no país, a falta de educação financeira, que chega a 60% da população, é um dos fatores que cria um paradoxo que impede muitos de se beneficiarem.
Para mudar essa realidade, é importante desenvolver uma consciência financeira positiva, disciplinada e consistente. “A educação financeira é uma ferramenta essencial para a busca do equilíbrio nas finanças. É preciso saber gerenciar o orçamento, controlando gastos e impulsionando ganhos. Deve-se buscar reduzir dívidas e aumentar a capacidade de poupar. São aspectos que exigem educação financeira e conhecimento sobre os produtos financeiros disponíveis no mercado”, explica o Gestor-Adjunto da Escola de Gestão e Negócios, Coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), professor Dr. Volney Gouveia.
O docente explica que o primeiro passo rumo à independência financeira é entender as dimensões dos problemas financeiros, buscando a redução daqueles gastos desnecessários. Além disso, deve-se lembrar que os juros de empréstimos e financiamentos são muito maiores do que os juros de investimentos. Ou seja, deve-se buscar dever menos e investir mais.
Diante dessas informações, o Gestor dá 10 dicas que contribuirão para alcançar uma vida financeira estável:
- Não se iluda com “promoções tentadoras”, avalie objetivamente se você precisa do bem oferecido ou apenas o quer naquele momento;
- Lembre-se que as melhores coisas da vida são de graça. Muitas atividades com amigos e família, por exemplo, custam pouco ou quase nada;
- “Gaste” o que você compra. Usar ao máximo os bens/serviços adquiridos é demonstração de inteligência financeira. Avalie isso antes de comprar;
- Antes de comprar, sempre se pergunte: eu quero ou eu preciso? Os desejos dos consumidores são infinitos, mas os recursos para atendê-los são finitos;
- Se ainda quiser comprar, pague um preço menor por aqueles bens que são supérfluos;
- Perda um bom negócio, mas não faça um mal negócio. Não compre/contrate algo quando ainda tiver dúvidas, ou porque determinada promoção tem prazo para acabar;
- Procure sempre pagar à vista, desde que tenha desconto: Uma loja deveria, sempre, conceder desconto para o pagamento à vista. Ao não fazê-lo, é preferível parcelar. Mas cuidado para não contrair mais dívidas;
- Ganhe juros dos bancos; não pague juros para bancos. Lembre-se que os juros que são sempre maiores para quem deve (62,5 vezes maior);
- Quem não se preocupa com pouco não se preocupa com muito. Valorize as pequenas economias, principalmente aquelas que são recorrentes;
- Gaste depois de poupar, e não poupe depois de gastar. Procure sempre poupar recursos para depois gastá-los.
Quem pensa em investir (ou já investe), deve ter respostas às seguintes perguntas: quais são meus sonhos de curto e longo prazo? por quanto tempo não precisarei do dinheiro a ser investido? qual o propósito de guardar o dinheiro? “Entender o seu perfil como investidor e os propósitos para os quais você guarda dinheiro irá facilitar suas decisões financeiras”, reforça o professor.
Por fim, é importante lembrar que o melhor investimento é em educação. A educação financeira permite transformar fluxo em estoque e estoque em renda permanente, proporcionando uma base sólida para a construção de riqueza duradoura e a conquista da independência financeira definitiva.