Produção industrial fica estável na abertura do ano

Para 2025, a Fiesp projeta crescimento de 1,3% para a produção industrial

Crédito: Flickr

A produção industrial brasileira apresentou estabilidade em janeiro de 2025, após três meses consecutivos de queda. Segundo os dados ajustados sazonalmente, a variação ficou abaixo da expectativa do mercado e da previsão da Fiesp, ambas estimadas em +0,4%. No entanto, em relação a janeiro de 2024, o setor registrou um avanço de 1,4%.

Setores com maior impacto no resultado

Dos 25 segmentos analisados, 18 apresentaram crescimento no mês. Os principais destaques positivos foram:

  • Máquinas e equipamentos (+6,9%)
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias (+3,0%)
  • Borracha e material plástico (+3,7%)
  • Artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (+9,3%)
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+4,8%)

Por outro lado, seis atividades tiveram queda na produção, com a indústria extrativa liderando as perdas (-2,4%), após dois meses de crescimento. Outros segmentos em retração foram:

  • Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,1%)
  • Celulose, papel e produtos de papel (-3,2%)
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%)

Categorias econômicas: variação em janeiro

Na comparação com dezembro de 2024, as principais categorias econômicas tiveram desempenho misto:

  • Bens de capital (+4,5%)
  • Bens de consumo duráveis (+4,4%)
  • Bens de consumo semi e não duráveis (+3,1%)
  • Bens intermediários (-1,4%)

A queda em bens intermediários reflete o impacto da retração na indústria extrativa e em setores dependentes da cadeia de suprimentos industrial.

Perspectivas para 2025

Apesar da recuperação observada em janeiro, a Fiesp projeta um crescimento modesto de 1,3% para a produção industrial ao longo de 2025, abaixo da expansão de 3,1% em 2024.

O setor deve enfrentar desafios como a política monetária contracionista, que pode dificultar o acesso ao crédito, e a depreciação cambial, que pressiona os custos de insumos importados. Além disso, a economia global, especialmente nos Estados Unidos, segue incerta, podendo impactar as exportações e os investimentos no Brasil.

Diante desse cenário, a expectativa é de um ano com crescimento mais moderado, afetado pelo aperto das condições financeiras e menor impulso fiscal, apesar da recuperação pontual observada no primeiro mês do ano.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 11/03/2025
  • Fonte: FERVER