Prisão preventiva de Cunha foi afastada "em um primeiro momento"

No documento em que pede o afastamento do presidente da Câmara, Rodrigo Janot destaca que um eventual pedido de prisão foi descartado "num primeiro momento"

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 “(..) Nada obstante estas considerações, exatamente como forma de não lançar mão, num primeiro momento, de medida extrema (prisão cautelar), há se utilizar de outra menos gravosa”, escreveu. O trecho “num primeiro momento” está em negrito.

A suspensão do exercício de função pública está prevista do Código Processo Penal quando “houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais”. Para Janot, a decisão de afastar Cunha se fundamenta “inclusive no que tange à necessidade de preservação da dignidade do parlamento brasileiro”.

O procurador-geral diz ainda que o afastamento de Cunha e sua saída da presidência da Câmara é uma medida proporcional, necessária e fundamental. “É dever do Estado impedir a continuidade de tais condutas mediante a adoção de ações positivas que sejam essenciais para coibir a violação dos princípios fundamentais relacionados ao Estado Democrático de Direito”, escreve.

Janot cita as denúncias envolvendo o peemedebista e diz que “é nítido” que ele se utiliza do cargo de deputado, no mínimo desde 2012, para práticas ilícitas.

  • Publicado: 17/11/2025
  • Alterado: 17/11/2025
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Assessoria