Justiça mantém prisão preventiva do Careca do INSS e sócio
A Segunda Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva de Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste domingo (28) para manter as prisões preventivas do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti. Ambos são investigados no esquema de descontos irregulares em aposentadorias.
Decisão da Corte

Os ministros André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques votaram a favor da manutenção da prisão. Gilmar Mendes se declarou impedido e o julgamento, realizado no plenário virtual, ainda aguarda o voto do ministro Dias Toffoli, com prazo até a próxima sexta-feira (3).
A Polícia Federal justificou o pedido de prisão alegando risco de destruição de provas, acesso a informações sigilosas da investigação do INSS, movimentações financeiras suspeitas e possibilidade de fuga dos investigados. Para o ministro Mendonça, os argumentos apresentados pela PF demonstram a necessidade imediata da medida.
O esquema investigado
Apontado como peça central das fraudes, Antunes teria recebido mais de R$ 53 milhões de entidades associativas e intermediárias. Parte dos valores foi repassada a servidores e empresas ligadas ao alto escalão do INSS. Só para companhias de dirigentes do órgão teriam sido destinados cerca de R$ 6,8 milhões, segundo depoimentos colhidos pela investigação.
A PF também identificou a compra de salas comerciais com pagamentos de R$ 700 mil via Pix, além de imóveis adquiridos por meio de offshore e não declarados. Camisotti é apontado como sócio oculto de uma das entidades beneficiadas no esquema.
Negativas e novos desdobramentos
Em depoimento recente à CPI que apura as fraudes previdenciárias, Antunes negou ter tentado obstruir as investigações. Ele afirmou que apenas prestava serviços às entidades e não tinha ingerência sobre a captação de clientes ou sobre os descontos aplicados nos benefícios.
A CPI do INSS tem nova sessão marcada para esta segunda-feira (29), quando ouvirá outros investigados, entre eles Fernando Cavalcanti, sócio do advogado Nelson Wilians, e Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer.