Prisão de soldado por jogar homem de ponte em SP gera polêmica
Defesa alega hierarquia e busca habeas corpus.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 05/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A prisão do soldado Luan Felipe Alves Pereira, 29, tem gerado debate significativo no âmbito jurídico e na sociedade. Acusado de jogar um homem de uma ponte na Vila Clara, zona sul de São Paulo, Pereira enfrenta uma detenção preventiva que, segundo sua defesa, está baseada em hierarquia e clamor público. O advogado Raul Marcolino, que atua em nome da Associação dos Praças da Polícia Militar do Estado de São Paulo, argumenta que a prisão é desnecessária, principalmente por Pereira ser um soldado, uma classe considerada inferior na estrutura policial.
A decisão de manter a prisão preventiva foi ratificada pelo juiz Fabrício Alonso Martinez Della Paschoa durante a audiência de custódia. A defesa argumenta que a acusação por lesão corporal não justificaria a permanência do soldado preso. Além disso, Pereira já estava cumprindo funções na Corregedoria e colaborando com as investigações.
O caso ganhou notoriedade após a divulgação de um vídeo da ação, intensificando a crise na cúpula da segurança pública do governo Tarcísio de Freitas. A defesa está insatisfeita com a falta de suporte jurídico disponível para policiais militares em situações críticas como essa e afirma que o Estado não oferece o necessário amparo legal.
A Associação dos Praças se comprometeu a defender Pereira sem custos, ressaltando que ele merece um julgamento justo. A defesa planeja impetrar um habeas corpus para contestar a manutenção da prisão preventiva, considerada por eles uma antecipação de pena. O caso destaca as complexidades legais e institucionais enfrentadas por policiais militares em incidentes controversos e levanta questões sobre o apoio institucional oferecido a esses profissionais.