Primeira turma de mulheres da GCM de São Caetano completa 15 anos
Elas jogaram para escanteio qualquer rótulo equivocado de pertencerem a um sexo frágil e ao longo do tempo provaram com dedicação e energia que são capazes de combater o crime com firmeza e eficiência. Neste mês de junho, a primeira turma de mulheres da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Caetano do Sul completa 15 […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/06/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Elas jogaram para escanteio qualquer rótulo equivocado de pertencerem a um sexo frágil e ao longo do tempo provaram com dedicação e energia que são capazes de combater o crime com firmeza e eficiência. Neste mês de junho, a primeira turma de mulheres da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Caetano do Sul completa 15 anos de prestação de bons serviços à população.
A comemoração vem em forma de lembranças, muitas delas oriundas do primeiro dia em que vestiram a farda. Era 1º de junho de 1999. “Senti certo preconceito no início sim. Alguns achavam que não serviríamos para correr atrás de bandido. O questionamento era: Como uma mulher, frágil, poderá defender a comunidade? ”, lembra Luciaurea Andrade de Souza. “Com o passar do tempo nos mostramos capazes e conquistamos o respeito tanto dos colegas quanto dos moradores. ”
A primeira turma feminina da GCM era formada por 50 mulheres. Destas, metade permanece na corporação. De lá para cá, outras dezenas de mulheres ingressaram na instituição. Hoje são em 80, enquanto que os homens são em 350.
Como desbravadoras, as que ingressaram em 1999 abriram os caminhos para as que chegaram depois. Pela competência demonstrada, atingiram funções estratégicas, como a de supervisão. Em fevereiro deste ano, Tatiana Paula Garcia, uma das remanescentes do grupo, tornou-se a primeira mulher subcomandante da história da GCM de São Caetano.
A supervisora Vanessa Pacheco, tem, como dizem os integrantes da categoria, “sangue azul correndo nas veias”. Como em junho de 1999 ainda não tinha atingido a idade mínima de 21 anos para ingressar na GCM (faltavam três meses), se emancipou, prestou o concurso e, após mais uma adversidade, foi aprovada. “Torci o pé no teste de aptidão física e mesmo assim consegui concluí-lo. Superei muitas dificuldades. Estava escrito em algum lugar que era para eu ser guarda”, brinca, ao recordar a recepção carinhosa. “Por ser a mais nova da corporação, me chamavam de mascote.”
Marilza Basílio é mais uma que comemora 15 anos na GCM. Diz não ter sentido preconceito, mas “curiosidade” dos colegas sobre qual seria sua performance. No período, colecionou passagens marcantes em prol da sociedade, como quando ajudou a salvar a vida de uma criança que havia sofrido um mal súbito. “Realizamos um trabalho em equipe, com escolta e fechamento de vias, para que a criança desse entrada o mais rápido possível no Hospital Márcio Braido. Graças a esta agilidade ela sobreviveu. Foi um atendimento que emocionou a todos.”
Este é apenas um exemplo da eficiência do trabalho fundamental desenvolvidos pelas mulheres da GCM. Outras sete serão contratadas por concurso público já em andamento (que também tem 47 vagas para homens) para dar sequência à brilhante folha de serviços prestados a São Caetano.
Confira o nome das 25 guardas que comemoram 15 anos na GCM neste mês:
Tatiana; Vanessa; Adenilda; Pessoa; Gambeta; Andrea; Ivanse; Eliane; Livani; Luiza; Claudia; Sonia; Daiane; Luciaurea; Flaviane; Leda; Castro; Deise; Gimenes; Marilza; Fatima; Monica; Debora; Simone; Edneia.