Primeira morte por febre Oropouche é confirmada no Rio de Janeiro

Alerta sobre o crescimento dos casos e medidas de prevenção essenciais para a população

Crédito: Flávio Carvalho/Fiocruz

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro anunciou na última sexta-feira (16) o registro da primeira morte relacionada à febre Oropouche no estado. A vítima, um homem de 64 anos residente em Cachoeiras de Macacu, faleceu quase um mês após ser hospitalizado.

O falecimento ocorreu em março, e o diagnóstico da doença foi ratificado por meio de análises realizadas pelo Laboratório Central Noel Nutels e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A febre Oropouche, transmitida pelo mosquito maruim, também conhecido como mosquito-pólvora, vem se proliferando no estado fluminense. Desde a identificação do primeiro caso em fevereiro de 2024, a situação se agravou, com um total de 128 ocorrências reportadas no ano anterior. No atual ano, até a data mais recente, já foram contabilizados 1.484 casos confirmados.

De acordo com o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sergio Ribeiro, a febre Oropouche é uma nova preocupação para o estado e exige atenção especial da população. “O maruim é pequeno e comum em ambientes silvestres. Assim, é essencial usar roupas que cubram bem o corpo, aplicar repelente nas áreas expostas da pele, manter limpos os terrenos e áreas onde há animais, além de instalar telas finas em portas e janelas“, recomenda Ribeiro.

Cachoeiras de Macacu lidera a lista das cidades mais afetadas pela doença, com 649 casos registrados. Macaé aparece em segundo lugar com 513 casos, seguida por Angra dos Reis com 253 e Guapimirim com 164. Ao todo, o Brasil registrou 10.076 casos da febre Oropouche até o dia 13 de maio.

A febre Oropouche é provocada por um vírus pertencente ao gênero Orthobunyavirus e seus sintomas incluem febre alta, dor intensa de cabeça, dores musculares e articulares, além de mal-estar geral. Embora a letalidade seja baixa, a condição requer cuidados especiais para grupos vulneráveis como idosos ou pessoas com doenças pré-existentes.

As autoridades sanitárias reforçam a necessidade de medidas preventivas, semelhantes às adotadas para outras doenças transmitidas por mosquitos como dengue e chikungunya. Isso inclui o uso regular de repelentes e o combate aos locais que possam servir como criadouros para os mosquitos.

Os sintomas da febre Oropouche são similares aos da dengue e podem incluir: febre alta, dores musculares e articulares. A detecção do vírus pode ser realizada através do exame PCR (reação em cadeia da polimerase) que identifica a presença do vírus no sangue. Testes sorológicos lgG e lgM também são utilizados para verificar a presença de anticorpos específicos.

Entre os sinais de alerta que merecem atenção estão desidratação severa, náuseas, vômitos e dores intensas. Populações imunocomprometidas, idosos e crianças estão em maior risco de complicações sérias relacionadas à doença, como meningite.

Atualmente, não há tratamento específico para a febre Oropouche; as intervenções são focadas em aliviar os sintomas dos pacientes e assegurar que mantenham uma boa hidratação.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 19/05/2025
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping