Previsão de temporais e onda de calor afetam diversas regiões do Brasil
Regiões como o Ceará, o Norte do Piauí, o Norte do Maranhão, o Norte do Pará e o Amapá estão sob alerta para a ocorrência de temporais nos próximos dias
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 20/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
No contexto atual, uma parte significativa do Brasil se vê imersa em uma onda de calor persistente. Contudo, a expectativa é de que frentes frias possam proporcionar um alívio nas temperaturas e aumentar a umidade no ar.
A presença de uma frente fria estacionária no Oceano Atlântico, nas proximidades do litoral de Santa Catarina e Paraná, está contribuindo para a previsão de chuvas mais intensas nesses estados. De acordo com Bruno Bainy, meteorologista do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas (Cepagri/Unicamp), as temperaturas devem se tornar mais amenas devido à nebulosidade e às precipitações esperadas.
Entre os dias 20 e 21 deste mês, uma nova frente fria deve se formar, potencializando as chuvas no Sul e Leste paulista, resultando em uma leve queda nas temperaturas.
Por outro lado, conforme relata Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo, nove estados brasileiros e o Distrito Federal continuam enfrentando a onda de calor que deverá persistir até segunda-feira, dia 24 de fevereiro. Nestas regiões, os elevados índices de temperatura e a escassez de chuvas são exacerbados por um bloqueio atmosférico que impede a chegada das frentes frias.
Em relação aos temporais previstos, além das regiões já mencionadas no Sul do Brasil, há uma expectativa similar para o Ceará e outras áreas do Norte brasileiro. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), um corredor ativo de umidade próximo à linha do Equador, tende a se intensificar durante o verão em direção à América do Sul.
O cenário climático brasileiro apresenta assim contrastes marcantes: enquanto os extremos Norte e Sul enfrentam temporais severos, o centro do país continua sob altas temperaturas e baixas precipitações devido à persistência da onda de calor. Fábio Luengo resume a situação afirmando que “o Brasil está dividido entre extremos climáticos”, com chuva intensa em algumas áreas e calor extremo em outras.