Prévia da inflação de abril fica em 0,43%
Alimentos e saúde puxam alta, enquanto transportes apresentam deflação
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 25/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A prévia da inflação oficial, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apresentou uma taxa de 0,43% em abril, refletindo um alívio em relação ao mês anterior, que registrou 0,64%. Este resultado foi impulsionado principalmente pelos aumentos nos preços de alimentos e itens relacionados à saúde.
Nos últimos doze meses, o IPCA-15 acumula uma inflação de 5,49%, comparativamente a 0,21% no mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou que, entre os nove grupos analisados, oito apresentaram variações positivas. O segmento de alimentação e bebidas se destacou com um aumento de 1,14%, em comparação com 1,09% em março, contribuindo com 0,25 ponto percentual para a taxa total do mês.
O grupo de saúde e cuidados pessoais também teve um aumento significativo, passando de 0,35% para 0,96%. Juntos, esses dois setores representam cerca de 88% da composição da prévia da inflação deste mês.
Ao analisar as variações dentro do grupo de alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio passou de uma alta de 1,25% em março para 1,29% em abril. Os produtos que mais influenciaram essa elevação foram o tomate (32,67%), o café moído (6,73%) e o leite longa vida (2,44%). Por outro lado, a alimentação fora do domicílio também viu um crescimento em seus preços, subindo 0,77%, contra 0,66% no mês anterior. Os principais contribuintes para essa alta foram os lanches (1,23%) e as refeições (0,50%).
No segmento de saúde e cuidados pessoais, os itens relacionados à higiene pessoal e produtos farmacêuticos tiveram influências significativas com aumentos de 1,51% e 1,04%, respectivamente. Recentemente, o governo permitiu um reajuste máximo de até 5,09% nos preços dos medicamentos. Além disso, os planos de saúde apresentaram uma elevação média de 0,57%.
Grupo dos Transportes
Por outro lado, o setor de transportes foi o único a apresentar deflação entre as prévias de março e abril. A redução nos preços das passagens aéreas foi notável, com uma queda de 14,38%, resultando em uma diminuição de 0,11 ponto percentual no IPCA-15. Este foi o maior impacto negativo registrado no índice total.
Os combustíveis também proporcionaram um alívio financeiro aos consumidores brasileiros com uma diminuição média de 0,38% nos preços. Os combustíveis que apresentaram queda foram o etanol (-0,95%), gás veicular (-0,71%), óleo diesel (-0,64%) e gasolina (-0,29%).
Diferenças Entre IPCA-15 e IPCA
É importante destacar que o IPCA-15 segue uma metodologia similar à do IPCA — a inflação oficial utilizada como referência para a política econômica do governo brasileiro — que tem como meta uma taxa anual de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
A principal diferença reside no período de coleta dos dados e na abrangência geográfica das pesquisas. O IPCA-15 é divulgado antes do final do mês a que se refere e coletou dados entre os dias 18 de março e 14 de abril. Ambos os índices consideram uma cesta diversificada de produtos e serviços voltados para famílias com renda entre um e quarenta salários mínimos; atualmente cada salário mínimo é fixado em R$ 1.518.
O IPCA-15 realiza a coleta em onze regiões metropolitanas (incluindo Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo), enquanto o IPCA abrange dezesseis localidades adicionais. O índice completo referente ao mês de abril será disponibilizado no dia 9 de maio.