Prevenção de doenças infecciosas no verão: como proteger sua família

As férias de verão estão chegando e é importante seguir alguns cuidados essenciais para evitar doenças infecciosas comuns nos dias mais quentes

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O verão, conhecido por suas altas temperaturas e atividades ao ar livre, também é um período que favorece a disseminação de doenças infecciosas. As condições quentes e úmidas da estação criam o ambiente perfeito para que vírus, bactérias e fungos prosperem, aumentando os riscos para crianças e adultos.

Segundo a infectologista Dra. Jéssica Ramos, integrante do Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e membro de comitês de doenças infecciosas, as infecções gastrointestinais são comuns no verão, sendo causadas principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados por microrganismos.

De olho no que come

“Os sintomas dessas doenças geralmente incluem cólicas abdominais, diarreia, náuseas, vômitos e febre. O tratamento varia conforme o agente causador, mas podem incluir hidratação oral para repor os líquidos perdidos, além de medicamentos para controlar os sintomas, como antieméticos e antidiarreicos, e, em casos mais graves, o uso de antibióticos ou antivirais”, explica a especialista.

Para a Dra. Jessica, a prevenção é essencial, e enfatiza a importância de lavar as mãos com frequência, evitar alimentos de procedência duvidosa, dar preferência aos alimentos bem cozidos e priorizar o consumo de água potável.

Insetos e doenças

Durante o verão, as picadas do mosquito Aedes aegypti podem transmitir doenças como dengue e chikungunya. A dengue causa febre alta, dores no corpo e manchas vermelhas, enquanto a chikungunya provoca febre e intensas dores articulares. Como não existe tratamento antiviral específico, o foco deve ser a prevenção. “Prevenir as picadas de mosquito é essencial para evitar essas doenças. Repelentes, roupas adequadas e a eliminação de criadouros são medidas simples, mas eficazes. Além disso, no caso da dengue, temos a vacina disponível na rede pública de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e na rede privada, indicada para pessoas de 4 a 60 anos”, destaca Dra. Jéssica Ramos.

Biquíni molhado e muito suor

As infecções fúngicas também são comuns no verão, especialmente devido ao aumento da transpiração causado pelo calor intenso e ao uso prolongado de biquínis e sungas molhadas. Estas situações favorecem a proliferação de fungos, que podem causar infecções na pele, unhas e mucosas.

“Os sintomas incluem coceira, vermelhidão, bolhas e descamação e o tratamento envolve o uso de antifúngicos tópicos ou orais que só podem ser recomendados após avaliação médica. Por isso, é importante tentar manter a pele limpa e seca, evitando roupas apertadas que dificultam a ventilação, não ficar com roupas úmidas por muito tempo e não compartilhar itens pessoais, como toalhas e roupas, para prevenir o contágio”, explica a especialista.

Alerta

Sintomas como febre alta, vômitos, diarreia persistente ou irritações graves na pele não devem ser ignorados, pois podem indicar doenças que requerem cuidados médicos imediatos. Dra. Jéssica Ramos destaca a importância de procurar atendimento médico o mais rápido possível ao perceber esses sintomas. “Com prevenção, atenção e cuidados básicos de higiene, é possível transformar o verão em um período de diversão e bem-estar para toda a família, sem colocar a saúde em risco”, finaliza a infectologista.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 19/12/2024
  • Fonte: Farol Santander São Paulo