Prevenção ao suicídio foi tema do II Fórum de Combate às Violências e Promoção à Saúde

Evento, que integra o calendário do Setembro Amarelo, reuniu profissionais das redes municipais de Saúde e Educação para ampliar debate sobre o assunto

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Na manhã dessa quarta-feira, dia 12, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Ribeirão Pires promoveu o II Fórum de Combate às Violências, Promoção à Saúde e Cultura da Paz, com o tema “Prevenção ao Suicídio”. O papel da sociedade para auxiliar pessoas que enfrentam dilemas relacionados ao suicídio e o fluxo dos serviços das redes de Saúde, Educação, Assistência Social, entre outros setores, foram assuntos abordados por especialistas da área durante a atividade. O evento contou com a presença das secretárias de Saúde, Patrícia Freitas, de Educação, Flávia Banwart, e de Assistência e Desenvolvimento Social, Elza Iwasaki.

 “Tivemos alta adesão de profissionais da Saúde e da Educação no Fórum, o que demonstra que todos estamos engajados em compreender mais sobre o que é o suicídio e de que forma podemos contribuir para a redução do número de casos, na contramão do que vem acontecendo em todo o País. Promover a conscientização e ampliar o debate são pontos essenciais nesse trabalho, que conta não apenas com ações da Saúde, mas de uma rede integrada de serviços municipais que envolve setores como a Educação e também a Assistência Social”, observou a secretária de Saúde e Higiene de Ribeirão Pires, Patrícia Freitas.

A psicóloga Ana Carolina Marques Silva ministrou palestra sobre “Suicídio: Falar é a Melhor Solução”, abordando questões como crise, intencionalidade de uma pessoa em crise, encaminhamentos feitos para conter o suicídio e garantir a vida da pessoa, bem como o manejo por parte de profissionais e familiares.

 “Esse é um assunto bastante delicado, mas devemos falar sobre, já que os casos acontecem o tempo todo”, afirmou a psicóloga. A incidência do suicídio entre jovens, que, segundo o Ministério da Saúde, cresceu nos últimos anos, também foi assunto abordado pela profissional. “Tem parte específica sobre comportamento dos jovens que vai mudando. Isso se percebe dentro de casa, mas muitas vezes não é tomado como indício de que algo drástico pode acontecer”, alertou Ana Carolina, que indicou que as redes sociais também contribuem para o agravo do problema.

O Fórum integra ações de conscientização sobre a prevenção e o combate ao suicídio promovidas pela Prefeitura no Setembro Amarelo. Durante o mês, equipes da saúde mental e profissionais da rede reforçam as orientações sobre sinais que podem indicar pensamento suicida, como auxiliar uma pessoa nessa situação e onde buscar auxílio.

Para ampliar os debates sobre o assunto, a Secretaria de Saúde e Higiene realizará, ainda, em 20 de setembro, o “Dia D da Saúde” na Praça Central, com distribuição de materiais informativos sobre o que é suicídio, causas, sinais, como prevenir e onde buscar ajuda. O Setembro Amarelo é um movimento mundial e teve início no Brasil em 2014.

O suicídio é um fenômeno complexo, considerado grave problema de Saúde Pública. A orientação, o diálogo e a informação são essenciais a sua prevenção. O número de casos de suicídio cresceu no Brasil, com 10.490 mortes em 2011 e 11.736 mortes em 2015 (Ministério da Saúde). O número de tentativas de suicídio também chama atenção. Entre 2011 e 2016, foram 48.204 casos no País. O índice vem crescendo, especialmente entre os jovens de 15 a 29 anos.

CAUSAS
Não existe uma causa única que leva uma pessoa ao suicídio. Entre os motivos podem estar fatores biológicos, genéticos, psicológicos (problemas interpessoais, sentimento de rejeição, perda de emprego ou de um ente querido), ao uso abusivo de substâncias químicas, e transtornos mentais como a depressão.

Como identificar sintomas que podem indicar pensamento suicida?
•         Comportamento retraído, dificuldade para se relacionar com a família;
•         Doença psiquiátrica;
•         Consumo abusivo de álcool;
•         Ansiedade, pânico;
•         Alterações no humor: irritabilidade, pessimismo, depressão, apatia;
•         Mudanças no sono e apetite;
•         Tentativa de suicídio anterior;
•         Odiar-se, sentimento de culpa, desesperança;
•         Perda recente de um ente querido;
•         História familiar de suicídio;
•         Sentimentos de solidão e impotência;
•         Doença física;
•         Menção repetida de morte;
•         Histórico de abuso físico e sexual; bullying;

Todas essas circunstâncias podem servir de gatilho.

Como ajudar a pessoa com risco de suicídio?
A tarefa mais importante é ouvi-las. Conseguir ouvir é o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida e procurar oferecer a esperança de que as coisas podem mudar. Demonstre sua preocupação e cuidado. Fale de forma carinhosa e sem julgamentos. Nunca diga que é drama ou que a pessoa está exagerando e nem fale que ela precisa ser forte.

Se houve a tentativa:
– Não deixe a pessoa sozinha;
-Remova álcool, drogas, medicamentos ou objetos afiados que possam ser usados em uma tentativa de suicídio;
-Procure ajuda médica. Leve a pessoa a um pronto atendimento ou busque ajuda de um especialista em saúde mental.  Tratamento psiquiátrico e psicológico é fundamental.

Onde buscar ajuda?
CAPS 2 – Rua Afonso Zampol, 41 – Centro. Telefone: 4824-3631.

Centro de Valorização da Vida – através do 188 (destinado a quem pensa em cometer o suicídio e também a quem convive com a pessoa).

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/09/2018
  • Fonte: FERVER