Preta Gil participará de estudo clínico nos EUA para novo tratamento contra o câncer
Pesquisa busca desenvolver novas alternativas terapêuticas promissoras para o tratamento da doença; Oncologista relata que tumor da cantora é mais prevalente a partir dos 50 anos
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 17/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A cantora Preta Gil anunciou, no último domingo (16), que seguirá em abril para Nova York, nos Estados Unidos, para dar continuidade ao seu tratamento oncológico. A artista foi selecionada para participar de um estudo clínico que avalia a eficácia de uma nova alternativa terapêutica para casos como o dela.
O tratamento faz parte de uma pesquisa conduzida por cientistas norte-americanos e ainda está em fase final de estudo, o que significa que não está disponível para uso convencional no Brasil ou em outros países. A participação da cantora no protocolo representa uma oportunidade de acesso a medicamentos inovadores, que podem ampliar as opções terapêuticas no futuro.
A decisão de Preta Gil reforça a importância dos avanços científicos no combate ao câncer e a necessidade de estudos clínicos para viabilizar novas possibilidades de tratamento. “Eles [os médicos] são muito otimistas de que eu vou ficar bem para a próxima etapa: vou para os Estados Unidos fazer um tratamento lá. Então, em abril, parto para Nova York para fazer um tratamento com medicamentos novos. Medicamentos que estão em fase final de estudo”, contou.
Após quase dois meses internada, para a recuperação de uma cirurgia que levou 21 horas, Preta Gil relatou estar enfrentando um momento sensível. “Estou fragilizada, ainda com o corpo muito debilitado. Com dreno, sondas, ainda invadida”. O último procedimento realizado pela cantora foi a retirada de parte de seu aparelho digestivo e sistema linfático, após a descoberta de seu câncer ter voltado em quatro lugares diferentes. Em janeiro de 2023, Preta Gil foi diagnosticada com câncer colorretal.
Entenda a doença
Com uma incidência crescente a partir dos 50 anos, o tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso, também chamado de cólon, ou no reto. O principal tipo é o adenocarcinoma e, em cerca de 90% dos casos, ele se origina a partir de pólipos na região que, se não identificados e tratados, podem sofrer alterações ao longo dos anos, tornando-se malignos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que, no triênio 2023-2025, haja 45.630 casos da doença em homens e mulheres a cada ano.
“Apesar de a doença muitas vezes ser silenciosa, o paciente deve observar se há alterações do hábito intestinal, tais como constipação, diarreia, afilamento das fezes, ausência da sensação de alívio após a evacuação (como se nem todo conteúdo fecal fosse eliminado), massas palpáveis no abdome, sangue nas fezes, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente, fraqueza e sensação de fadiga”, explica Artur Ferreira, oncologista da Oncoclínicas São Paulo. Entre os fatores de risco, destacam-se: consumo de dietas ricas em alimentos ultraprocessados e pobres em vegetais, alto consumo de carnes vermelhas, sobrepeso e obesidade, inatividade física, tabagismo e a presença de doenças inflamatórias intestinais, como a retocolite ulcerativa.
Em boa parte dos casos, felizmente o câncer colorretal é curável. No entanto, é essencial que o diagnóstico aconteça precocemente, aumentando o sucesso do tratamento. Por isso, o rastreamento precoce, com exames como a colonoscopia, é fundamental.
Mitos e verdades sobre o câncer colorretal
O câncer colorretal ainda é cercado de dúvidas que podem prejudicar o diagnóstico. Confira alguns mitos e verdades:
- Todas as pessoas com câncer colorretal precisam de colostomia. Mito. O procedimento é necessário apenas em situações específicas, como tumores no reto inferior.
- Quem tem intestino preso tem mais risco de desenvolver câncer colorretal. Depende. A constipação pode elevar o risco, mas não é um fator determinante.
- Homens estão mais propensos a ter câncer colorretal. Verdade. Estudos apontam uma incidência ligeiramente maior entre homens.
- Pólipos sempre evoluem para câncer. Mito. Apenas uma pequena parcela dos pólipos se torna maligna.
- Carnes vermelhas e processadas aumentam o risco de câncer colorretal. Verdade. O consumo excessivo desses alimentos está associado a maior incidência da doença.
A prevenção, segundo o oncologista Artur Ferreira, inclui uma alimentação balanceada, atividades físicas regulares e acompanhamento médico para avaliação precoce.