Presídio em Maceió adapta sala de diretor para receber Fernando Collor

Sala especial garante condições de saúde exigidas pela Justiça

Presídio em Maceió adapta sala de diretor para receber Fernando Collor

Crédito: Reprodução

O presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL), transferiu o ex-presidente Fernando Collor para uma sala originalmente destinada à diretoria da unidade. A medida foi tomada para assegurar o atendimento das necessidades médicas de Collor, conforme exigido pela decisão judicial, sem a necessidade de mudanças estruturais no local. O espaço adaptado conta com ar-condicionado, banheiro próprio e fica situado na área administrativa do presídio.

Na próxima segunda-feira (28), juízes da 16ª Vara Criminal da Capital e um desembargador devem realizar uma visita técnica às instalações. O objetivo é verificar as condições de encarceramento e orientar eventuais ajustes que garantam a dignidade do preso. Até o momento, o governo estadual, sob gestão de Paulo Dantas (MDB), não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Defesa pede prisão domiciliar; saúde do ex-presidente é ponto central

A defesa de Collor solicitou a substituição da prisão por regime domiciliar, alegando fatores como idade avançada (75 anos) e tratamento para doenças como Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. A decisão sobre o pedido depende de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto aguarda a decisão, Collor permanece no Baldomero Cavalcanti, recebendo as refeições padrão do presídio, embora possa receber alimentos permitidos em lista oficial. Segundo relatos de funcionários do complexo, o ex-presidente tem mantido comportamento respeitoso e aparenta estar tranquilo.

Prisão de Collor é resultado de condenação por corrupção e lavagem de dinheiro

Fernando Collor foi preso na sexta-feira (25), no Aeroporto Zumbi dos Palmares, enquanto tentava embarcar para Brasília para cumprir determinação judicial. Ele foi condenado pelo STF em maio de 2023 a oito anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontaram que Collor teria recebido R$ 20 milhões para favorecer contratos da UTC Engenharia com a BR Distribuidora entre 2010 e 2014, período dos governos Lula e Dilma Rousseff.

Recursos apresentados pela defesa foram rejeitados, e o STF confirmou a necessidade de execução imediata da pena. A sessão que discute a manutenção da prisão segue no plenário virtual do Supremo, com conclusão prevista para segunda-feira (28).

  • Publicado: 27/04/2025 17:29
  • Alterado: 27/04/2025 17:29
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: FolhaPress