Presidente do INSS é afastado por suspeita de fraudes bilionárias

Operação da Polícia Federal e da CGU investiga descontos indevidos em benefícios entre 2019 e 2024

Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrenta um momento delicado, com o afastamento do presidente Alessandro Stefanutto, conforme decisão judicial tomada na última quarta-feira, dia 23. Essa medida é parte da Operação Sem Desconto, uma investigação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Investigação aponta prejuízo bilionário em benefícios previdenciários

Stefanutto, que atua no INSS desde 2000 e assumiu a presidência em janeiro de 2023, é um dos principais alvos dos mandados de busca e apreensão relacionados ao esquema investigado. Ele é acusado de participação em uma trama que teria realizado descontos irregulares sobre benefícios previdenciários.

A investigação aponta que o esquema operava através de entidades associativas, que realizavam cobranças não autorizadas sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. De acordo com a PF, os prejuízos decorrentes dessas práticas podem ultrapassar a cifra alarmante de R$ 6 bilhões entre os anos de 2019 e 2024, em virtude das mensalidades associativas cobradas sem o consentimento dos aposentados e pensionistas.

Mandados judiciais e bloqueio de ativos em 14 estados

Na operação atual, cerca de 700 policiais federais, acompanhados por 80 servidores da CGU, estão cumprindo um total de 211 mandados judiciais. Isso inclui ordens para busca e apreensão de documentos e bens, além do sequestro de ativos avaliados em mais de R$ 1 bilhão e a detenção temporária de seis indivíduos.

A ação ocorre não apenas no Distrito Federal, mas também abrange 14 estados brasileiros: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Em decorrência das investigações, seis servidores públicos foram afastados de suas funções por ordem judicial.

Os envolvidos na operação poderão enfrentar acusações severas como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A redação buscou contato com representantes do INSS e do Ministério da Previdência Social para obter mais informações sobre a situação atual, mas até o fechamento deste artigo não houve retorno. O espaço permanece aberto para futuras manifestações sobre o caso.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 23/04/2025
  • Fonte: Sorria!,