Presidente da Romênia renuncia em meio a crise política
Decisão ocorre três meses antes das eleições e após pressão de partidos que tentavam um impeachment; instabilidade política se intensificou após suspeitas de interferência russa
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 10/02/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
Na última segunda-feira (10), Klaus Iohannis, presidente centrista da Romênia, anunciou sua renúncia ao cargo, um desdobramento significativo a três meses das eleições. A decisão ocorre em um contexto de crescente pressão política, especialmente diante de um movimento por parte dos partidos de ultradireita que pretendiam iniciar um processo de impeachment no Parlamento.
A crise institucional se intensificou desde a decisão da corte suprema romena, em novembro do ano passado, que anulou a eleição presidencial sob alegações de interferência russa. O tribunal determinou que Iohannis deveria permanecer no cargo até a escolha de seu sucessor, prevista para maio deste ano, mesmo após o término de seu segundo e último mandato em 21 de dezembro.
Ascensão da extrema-direita e influência russa no processo eleitoral
No primeiro turno das eleições anuladas, o candidato Calin Georgescu, alinhado à extrema-direita, obteve 22% dos votos, superando expectativas que indicavam menos de 5% nas pesquisas prévias. Esta mudança repentina levantou sérias dúvidas sobre a transparência do processo eleitoral. Georgescu é conhecido por defender uma postura contrária ao apoio romeno à Ucrânia na atual guerra contra a Rússia e advoga por uma aproximação mais estreita com Moscou.
Entretanto, o pleito foi suspenso após um relatório confidencial dos serviços de segurança da Romênia apontar que o país enfrentou “ataques híbridos agressivos” por parte da Rússia, comprometendo assim a integridade das votações.