Presidente da Conmebol se retrata após frase racista sobre o Brasil
Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, criticou a ideia de clubes brasileiros deixarem a entidade, gerando polêmica e discussões sobre racismo no futebol.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 18/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Domínguez, gerou controvérsia recentemente ao afirmar que uma Copa Libertadores sem a participação de clubes brasileiros seria “como Tarzan sem Chita. Impossível”. A declaração surgiu em resposta a uma sugestão feita por Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que propôs que as equipes brasileiras considerassem a possibilidade de deixar a Conmebol e se filiar à Confederação de Futebol da América do Norte e Central (Concacaf), onde também estão inseridos clubes do Caribe.
A afirmação de Domínguez, que rapidamente se tornou alvo de críticas nas redes sociais e na mídia esportiva, foi proferida em um contexto delicado, especialmente considerando os recentes episódios de racismo que o jogador Luighi, do Palmeiras, enfrentou durante a Libertadores Sub-20, torneio organizado pela própria Conmebol.
Em meio à repercussão negativa de suas palavras, o dirigente fez questão de emitir uma nota oficial se retratando sobre o ocorrido. Na comunicação, Domínguez reconheceu a sensibilidade do tema e enfatizou a importância da inclusão e do respeito no futebol sul-americano.
A polêmica levanta questões relevantes sobre a relação entre os clubes brasileiros e a Conmebol, além de evidenciar a necessidade urgente de abordar o racismo no esporte, que continua a ser um problema recorrente nas competições organizadas pela entidade.
Fica evidente que as declarações de figuras proeminentes no futebol podem ter repercussões significativas e que é fundamental para os líderes do esporte promoverem um ambiente respeitoso e inclusivo.