Prefeitura de SBC eleva valor pago pela tonelada do reciclável e celebra novo termo de cooperação

A Prefeitura de São Bernardo do Campo celebra os 25 anos das cooperativas de recicláveis Cooperluz e Reluz e, o prefeito Marcelo Lima assinou novo termo de cooperação, além do documento que determina o aumento pago pela tonelada de resíduo reciclável

Crédito: Celso Rodrigues

Em celebração aos 25 anos das cooperativas Cooperluz e Reluz, de São Bernardo do Campo, foi realizada cerimônia, na Pinacoteca do município, nesta sexta-feira (16), oportunidade em que o prefeito Marcelo Lima (Podemos) assinou novo termo de cooperação para remuneração das cooperativas pelo serviço prestado, além do aumento no valor pago pela tonelada do resíduo reciclável.

Ao lado da vice-prefeita, Jessica Cormick, de secretários e dos presidentes das cooperativas, o podemista lembrou de sua infância, dos registros guardados em sua memória do aterro sanitário, local de onde as pessoas tiravam o alimento, e listou as conquistas dos cooperados.

“Me lembro, eu tinha 11, 12, 13 anos de idade, quando lá no Alvarenga, ao lado, onde eu nasci e me criei, vocês lutaram muito para que aquilo fosse abolido em São Bernardo do Campo, onde pessoas se alimentavam de restos de sacos de lixo e de um caminhão, onde se jogava em um aterro irregular, ilegal, o Grande Alvarenga. E hoje nós não estamos celebrando dia de aniversário de catadores, porque nós não temos mais catadores em São Bernardo do Campo, nós temos cooperativos, cooperativas, onde vocês trabalham com uniforme, com luvas, com EPI (Equipamento de Proteção Individual), com galpões, com esteiras, com máquinas de primeira qualidade, com iluminação, com vestiário, com banheiro, com acessibilidade, com empilhadeira. Vocês já estão fazendo apenas a separação”, comemorou o prefeito.

A Secretaria da Fazenda do município, Tatiana Rebucci, explicou que os recursos que são destinados às cooperativas não têm origem nos cofres municipais, se trata de dinheiro que entrou em caixa por algum tipo de prática ilegal

“É importante lembrar que todos esses projetos não são custeados com recursos próprios do Tesouro Municipal. Ele é uma reaplicação de recursos, de multas, taxas ambientais. Então, a gente aplica multas para quem não atende às exigências legais, ambientais e, esse recurso vai para o fundo municipal, vinculado, e com esse recurso é que a gente faz o pagamento das cooperativas, esclareceu ela como é feito o pagamento.

A extensão do acordo

O novo termo eleva em 51% o valor pago pela tonelada arrecadada, que passa de R$ 123,13 para R$ 185,96. Ao todo, 81 coletores formais de recicláveis trabalham com a triagem e a separação dos materiais nas duas cooperativas, que nasceram com o fim das atividades do antigo Lixão do Alvarenga, em 2000.

O prefeito ressaltou a necessidade de criar conscientização coletiva para minimizar os impactos no meio ambiente e, para que esse cenário seja possível, a Prefeitura intensificará os trabalhos de educação da economia circular junto a todos os segmentos.

“Nós precisamos aumentar o nível, e a quantidade de material reciclado, primeiro para preservar o nosso meio ambiente, a sustentabilidade. Olha o mundo como é que está diferente, a mudança climática, e nós vamos agora dar apoio para a educação ambiental, na escola, nas casas, nos condomínios, para que a gente possa gerar mais material reciclado, para que vocês possam fazer maior quantidade de separação, e assim, maior renda”, afirmou Marcelo.

Números de 2024

Somente no ano de 2024, 14.758,41 toneladas de resíduos secos foram encaminhados às centrais de triagem.

Os moradores da cidade podem contribuir com o aumento da remuneração dos coletores, já que quanto mais resíduos sólidos forem destinados de maneira correta, maior o ganho das cooperativas.

O presidente da Reluz, Claudemir Sebastião da Silva, celebrou o aumento do repasse e já prevê o crescimento no quadro de trabalhadores.

“Estamos dentro da cooperativa, equipamento do governo, com bom material para fazer nosso trabalho. A gente vai ganhar mais com o aumento no repasse. E pelo trabalho que a Prefeitura vem fazendo para que a gente tenha mais material, podemos ganhar ainda mais e aumentar o número de pessoas na cooperativa. Hoje temos 36, mas com capacidade para até 45. E vamos chegar nesse número”, projeta Claudemir.

Já a presidente da Cooperluz, Maria Lúcia Souza dos Santos, pela terceira vez no comando da entidade, destacou a força do trabalho coletivo.

“Hoje é um orgulho enorme que tenho, e me sinto muito feliz por ver onde chegamos. E também não sou só eu, mas também os companheiros que estão juntos, porque sozinhos a gente não chega a lugar nenhum. Mas se todo mundo estiver junto, um ajudando o outro, a gente consegue chegar onde queremos, emocionou-se Maria.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 18/05/2025
  • Fonte: PMSA