Prefeitura de Diadema prepara Conferência Municipal de Saúde Mental
Evento previsto para abril irá eleger propostas para construção de políticas públicas em âmbitos local, regional, estadual e nacional
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 24/02/2022
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Uma sociedade sem manicômios, recursos públicos que interferem nas políticas de saúde mental, crescente número de jovens com demandas pós pandemia, acolhimento de pessoas enlutadas, além da relação entre cuidado e medicação e parcerias foram alguns dos temas abordados na reunião ampliada da Comissão Organizadora da Conferência Municipal de Saúde Mental de Diadema, realizada na tarde desta quinta-feira (24/02), de forma virtual. O encontro, com a aproximadamente 100 pessoas, discutiu aspectos da saúde mental na cidade e a preparação do evento municipal, que será em 19 de abril deste ano.
As discussões seguem o tema “A Política de Saúde Mental como Direito: Pela defesa do cuidado em liberdade, rumo a avanços e garantia dos serviços da atenção psicossocial no SUS” e os quatro eixos temáticos da 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental, a ser realizada em 8 de novembro.
As quatro linhas temáticas são: Cuidado em liberdade como garantia de Direto a cidadania; Gestão, financiamento, formação e participação social na garantia de serviços de saúde mental; Política de saúde mental e os princípios do SUS: Universalidade, Integralidade e Equidade; e Impactos na saúde mental da população e os desafios para o cuidado psicossocial durante e pós-pandemia.
A assessora do Gabinete, Isabel Fuentes, representou a secretária da saúde, Dra Rejane Calixto na abertura e agradeceu aos presentes. “É uma prioridade da gestão, tanto a questão da saúde mental, do cuidado e da participação das pessoas. Essa tem que ser uma bandeira e uma luta cotidiana. É no dia a dia que fazemos o enfrentamento para uma política sem manicômios”, ressaltou.
Para a usuária de um dos cinco Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Diadema, Gercília Maria, é preciso maior visibilidade. “Eu existo. Sou capaz. Somos seres humanos independente do nosso CID (Código Internacional de Doenças que classifica as enfermidades e outras condições de saúde). Precisam aceitar isso de maneira coerente”, afirmou.