Prefeitura de SP reforça iniciativas de combate ao diabetes em Dia Nacional de Conscientização
Programa de monitoramento da prefeitura já ajudou mais de 394 mil pacientes a controlar a doença
- Publicado: 19/01/2026
- Alterado: 26/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
No dia 26 de junho, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Diabetes, a Prefeitura de São Paulo enfatiza suas abordagens preventivas e programas de acompanhamento direcionados aos pacientes diabéticos. Através do Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg), a Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza um acompanhamento personalizado em todas as 479 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade, realizado por equipes compostas por profissionais de diversas áreas da saúde.
O controle adequado da glicemia e de outras condições associadas é crucial para evitar ou retardar a evolução do diabetes, uma condição que, se não for tratada, pode acarretar sérias complicações crônicas. Com o Pamg, os pacientes recebem os insumos necessários e são orientados a medir seus níveis glicêmicos três vezes ao dia, um hábito que deve ser cultivado. Atualmente, o programa atende a 139.539 pacientes, dos quais 85.472 são mulheres e 54.067 homens. Desde seu lançamento em 2005, mais de 394 mil indivíduos foram beneficiados pelo programa.
O acompanhamento é conduzido por uma equipe multiprofissional que inclui médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, nutricionistas e educadores físicos. Essa abordagem integrada assegura um atendimento abrangente à saúde do paciente, cobrindo desde o controle da glicemia e uso adequado de medicamentos até a saúde bucal e incentivo à prática regular de atividades físicas.
A iniciativa ressalta a relevância das ações contínuas de rastreamento e prevenção, que visam promover mudanças nos estilos de vida dos pacientes, incluindo alimentação equilibrada e exercícios físicos como formas de controle dos fatores de risco. As equipes da Atenção Básica estão na linha de frente no combate ao diabetes, oferecendo cuidados que evitam complicações e melhoram a qualidade de vida dos paulistanos.
O diabetes se caracteriza pela incapacidade do pâncreas em produzir insulina suficiente ou pelo uso ineficaz da insulina produzida, resultando em desordens no metabolismo da glicose. O tipo 1 é frequentemente diagnosticado na infância ou adolescência, embora possa aparecer na fase adulta. Este tipo exige tratamento com insulina e adesão a uma dieta balanceada e exercícios regulares.
Por outro lado, o diabetes tipo 2 é mais comum entre adultos na faixa etária acima dos 40 anos e ocorre quando o pâncreas não consegue suprir as necessidades do organismo em relação à insulina. O manejo dessa condição geralmente envolve atividades físicas e dieta controlada, podendo incluir medicamentos ou insulina quando necessário. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes tipo 2 é considerado uma epidemia influenciada por hábitos de vida inadequados.
Se não controlada, a doença pode resultar em diversas complicações severas que afetam órgãos e partes do corpo como rins, extremidades inferiores e olhos – podendo levar a condições como glaucoma, catarata, retinopatia diabética e até cegueira. O diabetes gestacional também representa um risco significativo; caso não seja tratado adequadamente durante a gravidez, pode evoluir para uma forma crônica da doença.