Prefeitos já prometeram desativar operação no Campo de Marte
Haddad e Doria não avançaram em projetos e autorizações que viabilizassem a proposta. O acidente desta sexta-feira, 30, expõe os fracassos das negociações políticas anteriores
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 01/12/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nesta sexta-feira, 30, após o acidente aéreo que matou duas pessoas perto do Campo de Marte, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse esperar que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), cumpra a promessa de fechar o Campo de Marte, na zona norte. Antecessores de Covas também já prometeram limitar ou encerrar as atividades do terminal. “A Prefeitura, já no ano passado, havia feito a proposta de receber aquele espaço, transformar em um parque. Esperamos agora que o governo eleito possa dar continuidade àquilo que foi combinado com o atual governo, que é a vinda gradual daquele espaço para a Prefeitura e a desativação do aeroporto.”
Em agosto de 2017, o então prefeito e hoje governador eleito, João Doria (PSDB), firmou com o presidente Michel Temer acordo sobre o local. A União se comprometeu a ceder 400 mil m² do terreno ao Município para um projeto que incluiria um museu aeroespacial, um parque (em fase de projeto) e, por último, o fim das operações de aviação executiva.
“Esperamos agora que o governo eleito (Bolsonaro) possa dar continuidade àquilo que foi combinado com o atual governo (Temer), que é a vinda gradual daquele espaço para a Prefeitura e a desativação do aeroporto”, disse Covas ontem.
Após o encontro com Temer, Doria até anunciou o fim das operações do terminal para 2020. Ele defendeu a desativação da pista, afirmando que vários aeroportos funcionais em implementação no entorno da capital poderiam substituir o Campo de Marte, que ficaria só com a aviação de helicópteros. Mas justamente essa possibilidade de repassar decolagens e pousos de aviões de pequeno porte para outras cidades que sempre empacou qualquer tipo de negociação.
Nesse assunto, Doria combinava com o ex-prefeito Fernando Haddad. O petista até fez pedido oficial à Aeronáutica para tirar a asa fixa de lá. Antes, Gilberto Kassab (PSD), José Serra (PSDB) e Celso Pitta também cogitaram transformar a área de 2 km² em parque.
Haddad, por exemplo, chegou a sugerir a transferência dos voos para aeródromos privados em São Roque (em obras) e Embu-Guaçu (em projeto ainda). Ambas as opções, no entanto, exigiriam aos passageiros ou pegar um helicóptero para chegar em São Paulo ou apelar ao carro por estradas, às vezes, congestionadas. Doria também citou São Roque e ainda sugeriu Jundiaí, onde há um aeroporto estadual.