Preços do Ouro sofrem queda em meio à volatilidade do mercado
Preços do ouro caem em meio a tensões comerciais e volatilidade no mercado; analistas preveem estabilização entre US$ 2.900 e US$ 3.000.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 07/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Os preços do ouro encerraram a sessão desta segunda-feira, 7 de agosto, em declínio, num dia marcado por uma intensa volatilidade. O aumento das tensões na guerra comercial, com os Estados Unidos impondo tarifas e a China respondendo com suas próprias retaliações, elevou as preocupações sobre uma possível recessão global.
A diminuição no valor do ouro, que historicamente é considerado um ativo seguro em tempos de crise, foi impulsionada por uma onda de vendas. Investidores optaram por liquidar suas posições em ouro para cobrir perdas em outros setores do mercado, conforme analisam especialistas.
O contrato de ouro para junho apresentou uma queda de 2,03%, fechando a US$ 2.973,6 por onça-troy na Comex, que é a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Apesar desse retrocesso, o metal precioso ainda acumula uma valorização de quase 11% ao longo do ano. Contudo, apenas na última semana, a commodity perdeu mais de 2% devido à instabilidade provocada pelas tarifas comerciais.
De acordo com Renisha Chainani, responsável pela pesquisa na Augmont, em períodos de elevada volatilidade ou quedas bruscas nas bolsas de valores, é comum que investidores realizem vendas de ouro para aumentar sua liquidez. Ela prevê que os preços do metal devem se estabilizar entre US$ 2.900 e US$ 3.000 durante esta semana.
Analistas do ING observam que o mercado está sob pressão de realização de lucros, à medida que os investidores tentam compensar as perdas nos mercados acionários — que nos últimos dois pregões acumulam uma perda total estimada em US$ 6 trilhões nos Estados Unidos.
Apesar dessa correção momentânea, eles acreditam que a demanda por ativos defensivos deve permanecer forte devido ao agravamento das tensões comerciais.
Jateen Trivedi, vice-presidente da LKP Securities, salienta que os dados do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, previstos para serem divulgados nos próximos dias, serão determinantes para as expectativas relacionadas à política monetária. “Esse fator pode impactar diretamente a trajetória do preço do ouro no cenário global”, afirmou Trivedi.
No contexto chinês, o banco central reportou que as reservas internacionais do país aumentaram para US$ 3,241 trilhões em março, comparado a US$ 3,227 trilhões em fevereiro. Esse crescimento foi impulsionado pela valorização de ativos não dolarizados em meio ao enfraquecimento da moeda americana. As reservas de ouro da China também aumentaram pelo quinto mês consecutivo.
Na semana anterior, o Goldman Sachs reiterou sua perspectiva otimista para o ouro, prevendo que o metal continuará sendo sustentado pelas aquisições dos bancos centrais e projetando um preço que pode atingir US$ 3.300 por onça até o final de 2025.