Preços de alimentos para a Semana Santa apresentam alívio, mas com exceções
Preços de itens essenciais para a Páscoa estão mais acessíveis, mas tomate e chocolates sobem; descubra as variações e dicas para economizar!
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 17/04/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
Com a aproximação da Semana Santa, os consumidores encontram um cenário de preços mais acessíveis para diversos itens essenciais, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Produtos como bacalhau, merluza, azeite, azeitona, batata e cebola estão com valores que se ajustam melhor ao orçamento familiar. No entanto, o tomate se destaca como uma exceção notável, apresentando uma alta significativa nas últimas semanas.
Essas informações foram reveladas por uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada na última quinta-feira (17). O estudo analisou os preços médios dos produtos nos 30 dias anteriores ao dia 15 de abril, comparando-os com os valores do mesmo intervalo do mês anterior.
Embora os reajustes tenham sido menores ou até mesmo indicativos de queda, isso não significa que os preços estejam completamente favoráveis aos consumidores. Muitas das categorias apresentam aumentos acumulados significativos ao longo dos últimos 12 meses.
O bacalhau, considerado um dos protagonistas da dieta nesta época do ano, apresenta estabilidade em seus preços nas últimas quatro semanas; no entanto, já havia registrado um aumento de 5% no mês anterior. Em um horizonte de 12 meses, até o final de março, o valor desse peixe subiu 6%.
A variação nos preços acompanha as movimentações do mercado internacional. Durante o primeiro trimestre deste ano, as importações brasileiras totalizaram 9.672 toneladas de bacalhau a um preço médio de US$ 8,1 por quilo, representando um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Para algumas variedades específicas, o preço médio pode ultrapassar os US$ 15 por quilo. Em 2024, as importações totais alcançaram 24 mil toneladas, totalizando US$ 199 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A merluza surge como uma alternativa ao bacalhau e registrou um aumento de 2% nos últimos 30 dias. As importações desse peixe diminuíram para 6.287 toneladas no primeiro trimestre deste ano, apresentando uma queda de 9% em comparação ao mesmo período do ano passado. O preço médio das importações foi de US$ 3,94 por quilo, refletindo um incremento de 8% em relação ao ano anterior.
A pescada teve um dos aumentos mais significativos entre os peixes analisados pela Fipe, com alta de 4,1% nos últimos 30 dias e um crescimento modesto de apenas 1,5% em um ano. Por outro lado, a sardinha apresentou uma leve redução de 1% em março, enquanto a versão enlatada subiu apenas 0,33%.
O azeite também é um item crucial nesta temporada e após oscilações severas no ano passado devido à diminuição da produção na União Europeia, agora observa-se uma recuperação da safra mais recente que ampliou os estoques e ajudou a baixar os preços na Europa. Em São Paulo, o azeite teve uma queda de 3% nos últimos 30 dias; ainda assim, acumula alta de 6% quando comparado aos valores do ano passado. A azeitona segue uma tendência semelhante com uma elevação moderada neste mês e um aumento acumulado de 22% em 12 meses.
Complementos tradicionais dos pratos à base de peixe durante a Páscoa também mostram uma redução nos preços: a cebola apresenta uma diminuição impressionante de 50% em comparação ao ano anterior e a batata caiu cerca de 45%. Contudo, o tomate continua sendo uma preocupação para os consumidores com um aumento recente de 32%, acumulando uma alta expressiva de 46% nas últimas quatro semanas.
Os ovos também tiveram seu reajuste atenuado: após um salto significativo de 31% entre janeiro e março, os preços aumentaram apenas 1,4% nos últimos dias até meados de abril. Essa alta acentuada se deveu à redução global na oferta dessa proteína. O Brasil registrou recordes nas exportações desse produto para os Estados Unidos neste ano.
Por outro lado, enquanto peixes e vegetais mantêm seus preços sob controle nesta Semana Santa, os chocolates enfrentam desafios distintos. A escassez no fornecimento elevou os preços internacionais para patamares históricos que impactaram o mercado brasileiro; em março houve um aumento de 4%, totalizando uma elevação acumulada em 12 meses de impressionantes 22%, conforme dados da Fipe.
No contexto econômico mais amplo da cidade de São Paulo, a inflação na segunda quadrissemana de abril registrou recuo para 0,25%, acumulando assim uma taxa anualizada de 4,9%. Os alimentos apresentaram aumentos mais contidos ultimamente; no entanto, ainda assim elevaram-se em média em torno de 0,91%, totalizando uma alta anualizada de aproximadamente 7,64%.