Preço de medicamentos sobe até 649% no Brasil em 2025
Entenda o impacto no seu bolso e descubra quais fármacos registraram os maiores reajustes no último ano segundo o Cliquefarma.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 19/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Sérgio Cardoso
O preço de medicamentos sofreu um salto histórico e assustou os consumidores brasileiros ao longo de 2025. Um levantamento exclusivo do Cliquefarma, plataforma da Afya que atua como buscador farmacêutico, revelou reajustes drásticos no setor. Fármacos voltados para o controle do ciclo menstrual lideram o ranking de inflação anual.
Como o preço de medicamentos disparou em 2025
O grande destaque negativo para o bolso do paciente foi um remédio à base de Acetato de Noretisterona. Amplamente prescrito para tratar hemorragias uterinas e distúrbios menstruais, o produto teve uma oscilação recorde de 649,36%. A média nacional passou de R$ 12,50 em janeiro para impressionantes R$ 93,67 em dezembro.
Outra solução clínica combinando Acetato de Noretisterona com Etinilestradiol manteve a tendência de alta. A elevação registrada bateu 283,15% no mesmo intervalo de tempo. Esse cenário exige atenção redobrada de quem depende de tratamentos contínuos ou hormonais. Para evitar surpresas e prejuízos, comparar o preço de medicamentos tornou-se uma necessidade financeira diária.
Outros fármacos que pesaram no orçamento
Não foram apenas as pílulas femininas que encareceram nas prateleiras. O estudo da Cliquefarma monitora ativamente mais de 70 mil produtos em cerca de 80 redes de farmácias parceiras. A plataforma mapeou altas expressivas em categorias bastante populares:
- Anticoncepcional (Gestodeno + Etinilestradiol): alta de 267,89%.
- Anti-inflamatório (Nimesulida): avanço de 238,56%.
- Antifúngico (Fluconazol): aumento de 230,50%.
Fatores que afetam o preço de medicamentos hoje
Especialistas do mercado de saúde apontam que flutuações logísticas, oscilação de insumos básicos e novos ajustes regulatórios ditam os valores repassados ao público. Entender essa dinâmica macroeconômica ajuda o paciente a procurar ativamente o melhor custo-benefício.
“A compreensão dessas flutuações é uma etapa vital para a gestão da saúde pública e individual, já que o custo dos medicamentos impacta diretamente a adesão dos pacientes aos tratamentos prescritos.” — Dra. Dayanna Quintanilha Palmer, especialista médica do Research & Innovation Center da Afya e doutoranda pela UFF.
Utilizar a tecnologia a favor da economia surge como a principal tática de defesa. O rastreamento de ofertas evita a interrupção abrupta de cuidados crônicos ou essenciais.
“As variações de preço têm impacto direto no acesso ao tratamento. Ao reunir e organizar esses dados, a Cliquefarma ajuda o consumidor a comparar preços em tempo real e tomar decisões mais conscientes.” — Guilherme Seabra, diretor de produto da Afya.
Ranking das maiores variações (Lista Completa)
Confira a relação exata dos reajustes identificados ao longo do ano:
- Acetato De Noretisterona: 649,36%
- Etinilestradiol + Acetato De Noretisterona: 283,15%
- Gestodeno + Etinilestradiol: 267,89%
- Nimesulida: 238,56%
- Fluconazol: 230,50%
- Succinato De Metoprolol: 228,36%
- Bilastina: 183,80%
- Desogestrel: 172,14%
- Sulfadiazina De Prata: 154,79%
- Telmisartana: 154,46%
- Clortalidona: 153,87%
- Olmesartana Medoxomila: 150,33%
- Gestodeno + Etinilestradiol: 146,76%
- Hialuronato De Sodio: 142,59%
- Levotiroxina Sódica: 132,94%
- Cloridrato De Tansulosina: 129,47%
- Besilato De Levanlodipino: 124,82%
- Atorvastatina Cálcica: 116,18%
- Hidroclorotiazida + Telmisartana: 116,10%
- Telmisartana: 114,09%
- Rivaroxabana: 111,19%
- Cefadroxila: 106,93%
- Capecitabina: 106,90%
- Lansoprazol: 99,69%
- Acetato De Ciproterona + Etinilestradiol: 98,79%
- Hidroclorotiazida + Telmisartana: 98,31%
A inflação farmacêutica exige planejamento estratégico contínuo das famílias brasileiras. Manter a saúde em dia sem comprometer a renda domiciliar depende exclusivamente de informação e pesquisa ativa. Fique atento às oscilações do mercado e não deixe que uma alta repentina no preço de medicamentos prejudique a sua rotina médica.