Preço dos medicamentos terá reajuste de até 5,06% a partir de 31 de março
Reajuste anual pode impactar consumidores; aumento médio deve ser o menor desde 2018
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A partir da próxima segunda-feira (31), os medicamentos vendidos no Brasil sofrerão um aumento de preço de até 5,06%.
O reajuste segue a regulamentação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) e tem como base a inflação acumulada nos últimos 12 meses até fevereiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No entanto, o aumento médio esperado é menor, ficando em 3,48%, o mais baixo desde 2018.
Como funciona o reajuste anual
O percentual autorizado pela Cmed não significa que todos os medicamentos terão aumento imediato. O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) explica que a alta pode ser aplicada de forma gradual ou, em alguns casos, nem ser repassada ao consumidor.
O reajuste também varia conforme a concorrência entre os fabricantes e a disponibilidade dos produtos.
O cálculo do reajuste considera não apenas a inflação oficial, mas também fatores como a produtividade da indústria farmacêutica, variação cambial, tarifas de energia elétrica e custos dos insumos. Além disso, o percentual de aumento é ajustado conforme a concentração de mercado, favorecendo setores com maior concorrência.
Como economizar mesmo com o aumento
Para consumidores que dependem de medicamentos de uso contínuo, a orientação é pesquisar preços em diferentes farmácias e aproveitar promoções antes da alta. Programas de descontos oferecidos por laboratórios e redes farmacêuticas também podem aliviar o impacto no orçamento.
Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, ressalta que a reposição de estoques e as estratégias comerciais podem retardar ou até mesmo anular o aumento de preços em algumas situações. “A dinâmica do mercado influencia diretamente o repasse do reajuste ao consumidor”, explica.
Controle de preços na indústria farmacêutica
O setor farmacêutico é o único segmento de bens de consumo no Brasil submetido a um controle de preços fixo, podendo reajustar os valores apenas uma vez por ano. Em 2024, o reajuste autorizado foi de 4,5%, o menor desde 2020.
De acordo com o Sindusfarma, esse controle dificulta o equilíbrio financeiro das empresas do setor. “Historicamente, o aumento dos preços dos medicamentos tem ficado abaixo da inflação geral, afetando a sustentabilidade da indústria”, informa a entidade em nota.
Com a divulgação oficial do novo reajuste prevista para até segunda-feira (31), consumidores e farmácias aguardam definições sobre os impactos reais no preço dos medicamentos.