Preço dos brinquedos varia até 195,53%, aponta pesquisa do Procon
Consumidores precisam pesquisar muito antes de fazer as compras para o Dia das Crianças
- Publicado: 05/10/2012 21:56
- Alterado: 05/10/2012 21:56
- Autor: Andréa Costa
- Fonte: SECOM PSA
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Pesquisa feita pelo Procon Santo André, órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Jurídicos, aponta que os preços dos brinquedos podem variar até 195,53%. Portanto, antes de abrir a carteira, a orientação é pesquisar e negociar. Eis aqui alguns exemplos: a boneca Morango, da Coleção Frutinhas, pode ser encontrada por R$ 17,90 em uma loja do Centro de Santo André e por R$ 52,90 em uma rede de hipermercados. Para os meninos, o boneco Spider Man varia de R$ 39,99, em uma loja de shopping, a R$ 107,90, em uma rede de hipermercados. Entre os itens mais cobiçados, a diferença é ainda maior: 185% na boneca Barbie Summer Praia Vida de Sereia 2 e mais de 125% no Patinete do Batman. Para não sair no prejuízo, o Procon apresenta algumas dicas e aconselha os consumidores a pesquisarem sempre, antes de efetuarem uma compra, além, claro, de consultar a íntegra da pesquisa.
Dicas
O primeiro passo a ser dado pelos pais ou responsáveis é verificar se o brinquedo é adequado à faixa etária dos filhos. A orientação é da diretora do órgão, Ana Paula Satcheki, advogada especializada em Direito do Consumidor. A diretora também explica que a qualidade e o selo do Inmetro devem ter prioridade durante o processo da escolha.
Segundo a diretora, as compras devem ser feitas em lojas especializadas e não no comércio informal. “Os brinquedos comprados nas ruas não têm procedência, são ilegais, prejudicam a arrecadação de impostos e não têm garantia. Na maioria das vezes, são perigosos para as crianças, pois além de não possuir certificação, comprometem o uso, já que são produzidos por empresas sem especialização técnica no assunto”, afirma.
O Procon também lembra que é fundamental o papel dos pais na escolha. “O que não pode e não deve é o pai pagar um valor exorbitante apenas pela estampa, personagem, sem levar em consideração a qualidade do produto. Por isso que o ideal é tentar conciliar esses dois fatores”, diz Satcheki.
Outra recomendação aos pais ou responsáveis é a leitura das instruções das embalagens. No caso de dúvida, deve-se pedir orientação aos vendedores da loja. Há também a possibilidade de testar o produto por meio das amostras, que devem ficar à disposição dos consumidores.