Preço do carro zero subiu 0,81 no bimestre

Aumento não acompanhou o reajuste de 2% no IPI, sinal de que a concorrência não deixou espaço para a recuperação dos preços.

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O mercado ainda não absorveu o aumento oficial dos carros
provocados pelo retorno de 2% no IPI em janeiro. Estudo AutoInforme/Molicar que
analisa o Preço de Verdade, isto é, o preço realmente praticado no mercado,
mostrou que o carro zero subiu apenas 0,81% no primeiro bimestre, ou menos da
metade do aumento oficial.

A maior parte desse aumento (índice de 0,79%) ocorreu em
janeiro; em fevereiro o preço permaneceu estável (teve uma variação residual de
0,02%).

Apenas dez marcas tiveram aumento em fevereiro, entre elas,
as três grandes: Fiat 0,07%, Volkswagen 0,10% e GM 0,41%. Sinal de que as
empresas com maior poder de fogo conseguiram recuperar uma pequena parte do
preço.

Mas grande parte das empresas sequer manteve o preço
praticado em dezembro (veja tabela), casos da Ford e da Hyundai, que tiveram
queda de 0,03%, da Toyota (-0,05%), Honda (-0,84%), Nissan (-1,30%) e Jeep
(-2,49%).

A maioria (25 marcas) manteve o preço inalterado, um
indicador de que a grande concorrência não está permitindo que as montadoras e
importadoras repassem para o consumidor o aumento resultante da volta parcial
do imposto.

Como apenas carros nacionais foram agraciados com a redução
do IPI, são eles que mais sofrem, agora, o impacto do retorno do imposto, mesmo
que parcial (em primeiro de abril haverá novo aumento de 2%).

Observe as listas dos carros que mais caíram de preço e os
que mais subiram: em ambos os casos os importados são maioria; eles sofrem com
mais intensidade variações de preço, enquanto os carros fabricados no Brasil,
de grande volume, estão menos sujeitos às intempéries do mercado.

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  • Publicado: 20/03/2013 19:45
  • Alterado: 20/03/2013 19:45
  • Autor: Redação
  • Fonte: AutoInforme