Preço da cesta básica de 2015 ficou 9,46% mais caro no Grande ABC

Entre os itens que mais subiram está a cebola que dobrou o valor, além da batata 38,36% e do tomate 18,02%

Crédito: Miguel Denser

A última pesquisa elaborada pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) aferiu que o preço da cesta básica no Grande ABC ficou 9,46% mais caro em 2015, no comparativo ao ano passado. Dos 34 itens, 26 apresentaram alta e oito registraram retração. As elevações mais significativas, segundo o levantamento, ficaram por conta do quilo da cebola que dobrou de preço (100,94%), além da batata (38,36%) e do tomate (18,02%).

Na análise do engenheiro agrônomo da Craisa e responsável pela pesquisa, Fábio Vezzá de Benedetto, nos três casos, a interferência da safra foi preponderantemente afetada pelas condições climáticas. “Tivemos de fato uma estiagem muito severa em 2015. No caso da cebola, tivemos ainda como agravante a dependência do fornecimento do bulbo importado durante parte do ano, principalmente entre o outono e o inverno, que encareceu o custo devido ao frete. Além disso, esses valores são determinados ainda pela oferta e procura, que atingem de maneira mais acentuada o preço dos alimentos mais perecíveis”, afirma.

Apesar deste quadro, Vezzá acredita que a tendência é de recuo daqui para frente, o que não deve ocorrer com a carne de primeira, que subiu 16,91%, e a de segunda, que teve aumento de 15,96%, mais o feijão carioca, 14% mais caro. “Esses alimentos foram mais impactantes para o bolso do consumidor. Apesar disso, o feijão, embora mais caro este ano em relação ao ano passado, custou menos que em 2008 e 2013, por exemplo, quando o quilo chegou a custar entre R$ 5 e R$ 6”. Neste ano, o item fechou custando, em média, R$ 2,72.

Segundo o especialista, no entanto, contrariando os mais pessimistas, na comparação do valor da cesta básica com o salário mínimo, houve ganho no poder de compra. “Como o vencimento mínimo ficou em R$ 788, e a cesta fechou em R$ 486,83, isso representou, proporcionalmente, salário versus cesta básica, um poder de compra de 1,62%”, aponta Vezzá. Já em 2004, o percentual havia sido de 1,63, uma vez que o salário mínimo fechou o preço médio em R$ 724 e o conjunto de 34 itens foi de R$ 444,76.

QUEDA – Apesar de a pesquisa não ter apontado nenhum recuou significativo, entre os itens que apresentaram as maiores retrações de preços foram os 8,32% no pote de margarina cremosa de 500 gramas; 2,41% no quilo do sal refinado e 2,30% no pacote de 500 gramas de fubá; além do extrato de tomate de 370 gramas em mais 2,06%.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER