Preço baixo em remédios da EMS nas farmácias da CAASP

Negociação com laboratório assegura aos advogados medicamentos com desconto de 55% sobre o preço de fábrica

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A política de saúde da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo, que contempla a venda de medicamentos a preço de custo, ganhou um novo componente. Em negociação com o laboratório EMS, a CAASP obteve 55% de abatimento sobre os preços de fábrica e um sistema de distribuição exclusivo, sem intermediários. Com isso, todos os remédios genéricos fabricados pela EMS, de A a Z, estão à venda nas 37 farmácias da entidade por valores muito inferiores aos praticados nas drogarias em geral.

“A partir de 2010, começamos a firmar acordos sucessivos com diversos fabricantes de medicamentos genéricos, com vistas a oferecer aos advogados de todo o Estado os menores preços do mercado. O êxito agora obtido junto à EMS amplia o sucesso das negociações anteriores com Medley, Germed, Neoquímica e Rambaxy”, afirma o presidente da CAASP, Fábio Romeu Canton Filho. O volume de compras registrado nas lojas da Caixa é que garante um posicionamento favorável nas negociações com fabricantes e distribuidores, daí o crescimento do poder de negociação da entidade quando aumenta o movimento em suas farmácias.

Todas as classes de medicamentos fabricados pela EMS fazem parte da nova promoção da CAASP. Entre os mais procurados estão os uso contínuo: antilipêmicos (para o colesterol), como Sinvastatina, Atorvastatina e Rosuvostatina; anti-hipertensivos, como Captopril, Enalapril, Atenolol e Valsartana; antidiabéticos, como Glibenclamida e Metformina; remédios para disfunção erétil (Sildenafila) e outros. O acordo inclui ainda anti-inflamatórios tópicos e orais (Diclofenaco Gel e Diclofenaco Potássico), gastroprotetores (Omeprazol), analgésicos e antipiréticos (Ácido Acetilsalicílico e Paracetamol) e diuréticos, como Espironolactona e Clortalidona.

Os medicamentos genéricos, contemplados pela Lei 9.787/99, têm a mesma fórmula e eficácia dos chamados medicamentos de referência ou de marca. São, contudo, mais baratos, pois seus fabricantes não tiveram de destinar, no passado, recursos às pesquisas que resultaram a fórmula consagrada, tampouco realizam investimentos para a consolidação de uma marca. A Lei dos Genéricos autorizou os laboratórios a fabricarem e a comercializarem medicamentos antes exclusivos aos detentores da patente, após a expiração da chamada proteção patentária. A qualidade dos genéricos é aferida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

“Mesmo no passado, os genéricos nas farmácias da Caixa já eram mais baratos que os praticados pela maioria das drogarias. Depois dos acordos firmados, os preços oferecidos aos advogados tornaram-se insuperáveis”, observa Canton.

ECONOMIA PARA OS ADVOGADOS
Todos os medicamentos à venda nas farmácias da CAASP encontram-se a preço de custo. A resposta à indagação sobre o porquê de algumas drogarias comercializarem determinados remédios de referência ou similares mais barato que a Caixa de Assistência é simples: as grandes redes praticam preços diferentes entre suas lojas, por isso um produto vendido abaixo do custo numa determinada loja tem o prejuízo compensado por outra, onde o mesmo produto é vendido por um preço elevado. Some-se a isso o fato de tais drogarias serem varejistas e também atacadistas, ou seja, compram diretamente dos laboratórios e, assim, obtêm condições especiais de pagamento.

Na verdade, as redes de drogaria oferecem promoções pontuais, levando o cliente, ao final da compra, a perceber que gastou mais do que deveria. Nenhum varejo farmacêutico concede aos seus clientes as mesmas vantagens que a CAASP proporciona aos advogados, oferecendo todos os produtos por preço de custo, não agregando quaisquer gastos indiretos, como manutenção das instalações e com pessoal

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 17/05/2013
  • Fonte: FERVER