Pré-candidato da Colômbia morre 2 meses após atentado
Morte do senador e pré-candidato à Presidência reacende memórias de violência política
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 11/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O senador colombiano e pré-candidato à Presidência, Miguel Uribe Turbay, 39 anos, faleceu nesta segunda-feira (11) em decorrência de ferimentos provocados por um atentado ocorrido em 7 de junho, durante um comício em Bogotá.
Uribe, integrante do partido Centro Democrático, foi baleado na cabeça e na perna, passou por diversas cirurgias e permaneceu internado em estado grave até sua morte, confirmada por sua esposa nas redes sociais.
O ataque reacende memórias de um período marcado por assassinatos de líderes políticos nas décadas de 1980 e 1990. Uribe era filho da jornalista Diana Turbay, morta em 1991 durante tentativa de resgate de um sequestro ligado ao cartel de Medellín, e neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala (1978-1982).
Contexto político e tensão com o governo Petro
Conhecido opositor do presidente Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda a governar o país, Miguel Uribe criticava abertamente políticas da atual gestão. Dois dias antes do atentado, chegou a trocar acusações com Petro nas redes sociais. Após o ataque, a oposição acusou o presidente de incitar o ódio e radicalizar o cenário político.
A morte do senador ocorre a menos de um ano das eleições de 2026, em um momento de intensa polarização. Desde o atentado, pesquisas indicaram crescimento nas intenções de voto para Uribe, que passou da sétima colocação para a liderança em um levantamento divulgado no início de julho.
Investigações e suspeitas sobre o crime
As autoridades colombianas prenderam até o momento seis suspeitos de participação no atentado, incluindo um adolescente de 14 anos identificado como o autor dos disparos. Também foi detido Elder José Arteaga Hernández, conhecido como “El Costeño”, apontado como um dos mentores do ataque.
O Ministério da Defesa investiga a possível ligação do crime com a Segunda Marquetalia, dissidência das extintas Farc liderada por Iván Márquez. A hipótese é de que o atentado tenha sido motivado por represálias políticas contra o partido de Uribe ou como tentativa de desestabilizar o governo.
Escalada da violência no país
Dias após o atentado, a Colômbia registrou novos episódios de violência, incluindo ataques com fuzis e explosivos em Cali e municípios próximos, resultando em sete mortes. O Estado-Maior Central (EMC), outra dissidência das Farc, liderada por Iván Mordisco, é apontado como responsável por parte desses ataques.
O presidente Petro, após críticas sobre seu posicionamento inicial, condenou o crime de forma mais direta e prometeu buscar os responsáveis. Também defendeu que o episódio não seja usado como instrumento de disputa política.