Pratinhos para vasos de plantas são vilões no combate ao aedes
Levantamento feito pela Prefeitura de São Bernardo constatou que 31% de todos os focos do mosquito estão nesse tipo de recipiente
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 19/02/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Os pratinhos de vasos de plantas ainda são os grandes vilões no combate à proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em São Bernardo. É o que mostra o Índice de Infestação (ID), feito pelos agentes de zoonoses em todos os bairros da cidade.
O levantamento é feito três vezes ao longo do ano – janeiro, julho e outubro – e leva em consideração 600 imóveis por área do município. Além de verificar criadouros, os agentes recolhem as larvas encontradas para análise em laboratório.
Nesta amostra identificou-se que 31% dos criadouros estão em pratos de vasos de plantas que acumulam água; na sequência, os campeões em infestação são latas e garrafas descartadas incorretamente (27%); materiais de construção, piscinas desmontáveis, entre outros (19%); focos encontrados dentro de vasos de plantas (15%); e recipientes para consumo de água animal (8%).
A coordenadora de Controle da Dengue de São Bernardo, Ericka Avibar,destacou que o levantamento ajuda o morador a também se engajar no combate a criadouros do mosquito. “O agente tem um olhar mais apurado do imóvel e analisa todos os locais, da vasilha de água para o cachorro ao banheiro desativado. O levantamento nos ajuda a orientar melhor o morador sobre os cuidados que devem ser tomados”, disse.
Ericka destacou ainda que os moradores são orientados a eliminar os pratos que ficam sob vasos de plantas. “Se antes a orientação era para colocar areia nesses recipientes, atualmente a recomendação é para que eles sejam descartados, pois muitas pessoas não colocam terra suficiente e os mosquitos colocam ovos nos pequenos espaços”, explicou.
Quanto à vasilha de água para animais, a coordenadora afirmou que há casos de animais que bebem água com larvas. “Esses recipientes devem ser lavados com bucha para eliminar os ovos do mosquito e a água precisa ser trocada diariamente”, orientou.
Ainda segundo Ericka, os moradores de São Bernardo estão mais receptivos à entrada dos agentes de controle de zoonoses em seus domicílios, inclusive comunicando com mais frequência possíveis focos do mosquito. “As pessoas estão mais engajadas e conscientes dos riscos provocados pelo mosquito, principalmente após as seguidas notícias sobre as consequências do zika vírus”, garante a coordenadora. Apesar desse maior envolvimento da população, ela ressalta o trabalho dos agentes que inspecionam os domicílios. “Além de eliminar possíveis criadouros, eles orientam os munícipes a verificar locais que podem passar desapercebidos, como calhas e lajes”, disse.
Em casa, os moradores devem observar as caixas d’água (que devem permanecer cobertas), garrafas (sempre guardadas com o bocal para baixo), pneus e recipientes usados para estocar água para reuso.
A população pode acionar o Disque-Dengue (0800-195565) para informar sobre possíveis focos do mosquito.